O FADO

As suas raízes históricas perdem-se na bruma dos tempos. Há quem afirme que teve a sua origem nas naus do Infante, aquando dos descobrimentos, enquanto outros a situam mais tarde, no primeiro quartel do século XIX.

A verdade é que, quer tenha surgido entre nós mais tarde ou mais cedo, o FADO rapidamente conquistou o coração dos portugueses, tornando-se indiscutivelmente, a sua melodia preferida.

Cantando o amor, o ciúme e a desgraça, mas também a esperança, o sonho e, porque não (?) , a história de um povo que há muito o elegeu como a sua canção mais representativa, o FADO, apesar das suas humildes origens nas vielas e tascas de Lisboa, na voz de rufias e rameiras, não tardou a conquistar adeptos entre a burguesia, toureiros e nobres, que o associaram ao lado castiço das corridas de touros e lhe deram honras palacianas.

Severa, Vimioso e outros tantos nomes, lendários ou reais, ficaram como legenda imortal da chamada "canção nacional".


ANTÓNIO PINTO BASTO

Nasceu em Évora, e cedo demonstrou grande gosto pela música em geral e, em particular, pelos cantos tradicionais e pelo fado. Licenciou-se em Engenharia mas nunca esqueceu as cantigas. Graças a isso, conquistou um grande número de prémios de revelação, interpretação e, posteriormente, de carreira. Editou vários álbuns de indiscutível sucesso e continua a correr mundo levando o fado na bagagem provando que, este “Mestre Alentejo”, ainda tem muito para dar.


JOSÉ DA CÂMARA

Nasceu em Lisboa, a 23 de Maio de 1967. Filho mais novo de D. Vicente da Câmara é o único de cinco irmãos que promete dar continuidade à tradição familiar, iniciada pela tia-avó Maria Teresa de Noronha.
Iniciou a sua carreira profissional aos 17 anos, pela mão de César de Oliveira, na revista “Lisboa, Tejo e Tudo”. Hoje, não só Lisboa se rendeu aos seus encantos reconhecido em todo o mundo, não pelo peso do seu nome mas, pelo seu talento e timbre inconfundíveis.

TERESA TAPADAS

Natural de Riachos, Torres Novas, é uma das mais agradáveis surpresas a surgir no fado nestes últimos tempos. A sua excelente capacidade vocal já a levou a muitos palcos do país e do mundo.
Foi a voz portuguesa convidada para o Projecto Ibérico LA COPLA Y EL FADO, acompanhada da Orquestra Filarmónica Nacional da Moldávia.
Depois de trabalhar lado a lado com grandes nomes do fado, Teresa vai agora demarcando o seu próprio espaço neste universo da música contando já com a edição dos seus próprios trabalhos onde se comprova a sua veia fadista num estilo que é só seu.


MARGARIDA BESSA

Nasceu no Alentejo onde foi professora de português, francês e Inglês durante alguns anos. Depois foi directora de Marketing em Lisboa, até ao dia em que a música falou mais alto ao optar pela carreira de fadista a partir do ano de 1995.
Hoje divulga o seu repertório entre espectáculos e gravações, sempre com o maior acolhimento do público.


DUARTE

Este jovem fadista foi uma das grandes revelações do ano 2004.
Conquistando grandes públicos e apreciadores através do seu timbre admirável e o seu ar gingão e descontraído.
A escolha do seu repertório, assumidamente tradicional, é outra das armas deste jovem fadista, incluindo poemas notáveis em músicas tão intemporais como um Alexandrino antigo, um Zé Negreiro e um Vianinha.
Desde criança ligado ao fado, Duarte tem agora a grande possibilidade de o levar junto do público em grandes noites de fadistice.
“Fados Meus”, o nome do seu albúm de estreia, dá nome ao espectáculo de Duarte, acompanhado à guitarra Portuguesa, viola e, de quando em vez, por um contrabaixo.

 


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