A Biblioteca 2.0
 

oportunidades e desafios para as bibliotecas do século XXI


18 de Novembro de 2010

Sala de Leitura da Biblioteca Pública de Évora
 


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As Conferências do Cenáculo, já na sua 6ª edição, dão continuidade à colaboração iniciada em 2004 entre a BPE e o CIDEHUS.UÉ. Têm tido até à data modelos diferentes, mas integram sempre o contributo de investigadores de Unidades de Investigação da Universidade de Évora que se dedicam à investigação sobre fundos e questões relacionadas quer com a BPE em particular, quer com as bibliotecas em geral.
Para além de apresentar uma reflexão sobre os estudos realizados, estas conferências sugerem igualmente pistas e caminhos para investigações futuras. É, de certo modo, uma forma de prestar contas, ou uma devolução dos conhecimentos adquiridos e das experiências recolhidas, à BPE, aos utilizadores, aos estudantes e à cidade.
 


A Biblioteca 2.0: oportunidades e desafios para as bibliotecas do século XXI

Enquadramento e objectivos:

Quando em 2004 Tim O’Reilly iniciava as primeiras tentativas para definir a Web 2.0 não era previsível que o 2.0, enquanto forma de exprimir uma nova fase de interacção social e novas formas e práticas de prestação de serviços, se espalhasse tão endemicamente pelos vários domínios da acção humana. Pouco tempo depois, no entanto, começaram a surgir expressão como Negócio 2.0, Lei 2.0, Medicina 2.0, Cliente 2.0 e também Biblioteca 2.0.

A expressão Biblioteca 2.0 nasceu em 2005 pela mão de Michael Casey e daí para cá tem sido objecto de acesa discussão, que oscila entre aqueles que consideram tratar-se de um novo paradigma de biblioteca até aos que negam qualquer tipo de inovação, passando por aqueles outros que lhe são frontalmente contrários. Não obstante, o conceito de Biblioteca 2.0 parece ter vindo para ficar no universo das bibliotecas, enquanto movimento de transformação destas organizações que, certamente, irá desenvolver-se nos anos mais próximos.

As bibliotecas que têm tentado pôr em prática este conceito, fazem-no das formas mais diversas, mas com um traço comum: o recurso às novas ferramentas que a Web 2.0 tem vindo sucessivamente a disponibilizar. Se um dos impactos desta utilização se traduzirá pelo nascimento de um novo paradigma de serviço é, sem dúvida, um aspecto fulcral, mas que é ainda impossível determinar. Aliás, a transformação paradigmática, a verificar-se, não estará apenas ligada à utilização de nova tecnologia, mas também à aplicação de novos princípios e perspectivas que a própria Web 2.0 encerra.

Perante esta probabilidade de transformação profunda que as bibliotecas têm que enfrentar importa reflectir sobre o conceito e as suas formas de concretização, discutindo diferentes abordagens e experiências. Esta reflexão e discussão é tanto mais urgente no caso português, quanto, quer a adesão a esta tendência pelas bibliotecas portuguesas se revela tímida, quer a reflexão dos profissionais relativamente incipiente. Assim, pretende-se com esta VI edição das Conferências do Cenáculo, reflectir sobre a emergência do conceito de biblioteca 2.0, avaliar o impacto que poderá ter sobre as bibliotecas e discutir a situação portuguesa neste domínio. Mas os profissionais retirarão também desta conferência evidências e sugestões que lhes permitirão pensar, em bases mais sustentadas, uma eventual estratégia de implementação da Biblioteca 2.0 adequada à sua organização. 
 


Organização:
A Biblioteca Pública de Évora (BPE) cumpre simultaneamente duas missões: enquanto biblioteca patrimonial e de investigação geral, empenha-se na recolha, salvaguarda e divulgação de um rico património documental; enquanto biblioteca pública, trabalha no sentido de facilitar o acesso da comunidade local à educação, à informação e ao conhecimento, e ainda à recreação e lazer.
A BPE, que em 2005 celebrou 200 anos de existência, orgulha-se de ser uma das mais antigas e mais ricas bibliotecas de Portugal, o que é inquestionável no que diz respeito às suas colecções. Elas são hoje o resultado de um conjunto de circunstâncias que juntaram numa cidade, numa instituição e num espólio unificado uma grande riqueza de documentos raros, muitos deles únicos. O seu fundador, o Arcebispo Frei Manuel do Cenáculo, era um clérigo poderoso, generoso e culto, e é uma das figuras de maior relevo do Iluminismo Português.
O espólio da BPE inclui 664 incunábulos e 6445 livros impressos do século XVI, para além de vários núcleos de documentos manuscritos, de cartografia, música impressa e mais de 20000 títulos de publicações periódicas. A BPE é desde 1931 beneficiária do Depósito Legal, o que tem contribuído para a sua riqueza e abrangência em termos de bibliografia corrente, ascendendo as suas colecções a mais de 612 mil volumes.
A BPE atrai muitos investigadores da Universidade de Évora e, na realidade, de todo o país. É igualmente muito visitada e os seus serviços solicitados por investigadores e curiosos de todo o mundo. A sua localização, no coração do Centro Histórico, junto ao Templo Romano e à Catedral, e a riqueza das suas colecções contribuem para fazer da BPE um dos elementos essenciais de Évora enquanto Património Mundial.

O CIDEHUS.UE é uma unidade de investigação que se propõe promover projectos interdisciplinares no domínio das Ciências Humanas e Sociais.
Os seus investigadores provêm de diferentes áreas do saber, organizam-se em três grandes grupos de trabalho e têm revelado um crescente dinamismo na articulação entre pesquisa, elaboração teórica, formação avançada e apoio à comunidade.
O mais recente destes grupos, Bibliotecas, Literacias e Informação no Sul (LIBIS), dedica-se genericamente ao estudo do papel das bibliotecas e arquivos na sociedade da informação e do conhecimento, e do seu impacto na promoção da leitura e das literacias.
 

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