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Livros de 2007/2008

As datas bem como os livros seleccionados podem sofrer alterações por algum motivo imprevisto


 
  O talentoso Mr. Ripley Combateremos a sombra Sem Destino E Deus pegou-me pela cintura Middlesex Rio da Glória  
  A Rainha do Sul As mulheres do meu pai Um grande Salto A espera O bandolim do capitão Corelli  

 

19 de Setembro de 2007

HIGHSMITH, Patricia,
O talentoso Mr. Ripley
. . Mem Martins : Europa-América, D.L. 1989. - 228 p.
ISBN 972-1-02763-4
CDU 821.111(73)-3
Cota BPE: 821.111(73)-3 HIG/TAL
 

Sinopse

Patricia Highsmith é a grande criadora do romance policial psicológico e Tom Ripley é o personagem de referência da sua obra, um dos mais "negros" do policial do pós-guerra, "um homem que não reconhece a culpa em qualquer circunstância", segundo as palavras da escritora. Por isso ela lhe dedicou toda uma série de livros, que começa justamente com "O Talentoso Mr. Ripley" , mais uma vez adaptado ao cinema, agora pela câmara de Anthony Minghella. Aliás, a obra da autora desde cedo apaixonou os cineastas. O seu primeiro romance, "O Desconhecido do Norte-Expresso seria adaptado por Alfred Hitchcock.
Outros se lhe seguiram, fascinados por Ripley: René Clement e Wim Wenders. Ripley é um homem vulgar, que quer sair da América. A oportunidade surge quando o Sr. Greenleaf, seduzido por uma sua prestação ao piano, enganado por um casaco da Universidade de Harvard (Ripley é muito bom a imitar, a manipular, a disfarçar), o convence a ir à Europa e trazer-lhe de volta o filho, que vive em Itália uma dolce vita, com a mesada que o pai lhe manda todos os meses.
Ripley torna-se amigo de Dickie Greenleaf e da namorada deste, mas numa discussão violenta acaba por matá-lo e assumir a sua identidade. E a partir deste momento, o perigo, o inesperado, o medo, mas também uma frieza e um calculismo extremos perante a morte, passam a fazer parte do quotidiano de Ripley, que, no entanto, é capaz de se comover e nos comover, ao assistir a um espectáculo de ópera.
 

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17 de Outubro de 2007

JORGE
, Lídia,
Combateremos a sombra . Lisboa : Dom Quixote, 2007. - 482 p.
ISBN 978-972-20-2975-9
CDU 821.134.3-3
Cota BPE: GL 821.134.3-3 JOR/COM
 

Sinopse

Combateremos a Sombra conta a história dum psicanalista que numa noite de Inverno é visitado por um antigo paciente que lhe traz uma mensagem, cujo sentido Osvaldo Campos nunca conseguirá decifrar. À sua volta a realidade começa a entrançar-se e a desentrançar-se à semelhança das narrativas que lhe são narradas no silêncio do seu gabinete. Nessa mesma noite, ele perde uma mulher e ganha outra, e Maria London, aquela a quem chama a sua paciente magnífica, prepara-se para revelar um segredo que o vai colocar diante duma realidade clandestina de dimensões incalculáveis. E ele é apenas um psicanalista, ou como se intitula a si mesmo, tão-só um decifrador de histórias. Assim, este livro inquietante resulta do mergulho na interioridade de Osvaldo Campos em confronto com um desafio que o ultrapassa. Uma tensão psicológica que conduz o leitor a um lugar de observação único, pela mão de uma escritora que nos habituou a mostrar que nada de mais real existe do que o onírico, e nada de mais fantástico do que o real.
 


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http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Lidia-Jorge.htm

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14 de Novembro de 2007

KERTESZ, Imre,
Sem destino . Lisboa : Presença, 2003. - 187, [3] p. ; 23 cm.
ISBN 972-23-3022-5

CDU 82(5)-3
Cota BPE: 82(5)-3 KER/SEM

 

Sinopse

Este é o primeiro livro em tradução portuguesa do mais recente Nobel da Literatura, o escritor húngaro Imre Kertész, um dos autores de maior renome na literatura húngara. Nascido em Budapeste a 9 de Novembro de 1929, de descendência judaica, Imre Kertész foi deportado para Auschwitz em 1944, e daí para Buchenwald, sendo libertado com o fim da guerra, em 1945.
Apesar de o escritor afirmar que "Sem Destino" não é uma obra autobiográfica, o protagonista do livro passa pela mesma experiência. É judeu húngaro e, aos 15 anos, é deportado para Auschwitz, e daí para Buchenwald.
Kertész regressou à Hungria no fim da guerra e trabalhou no jornal "Világosság", de onde foi despedido em 1951, quando o periódico adoptou a linha oficial do partido comunista, no poder. Depois de cumprir o serviço militar, tornou-se escritor e tradutor, sobretudo de autores de língua alemã, como Nietzche, Hofmannsthal, Shnitzler, Freud, Roth, Wittgenstein e Elias Cannettti, que acabariam por influenciar a sua própria escrita. "Sem Destino" é o seu primeiro romance ( que muitos consideram o melhor escrito sobre o Holocausto) e apesar de ter sido concluído em 1965, só foi publicado dez anos mais tarde. Forma com "Fiasco" e "Kaddish - para uma Criança não Nascida" (obras que a Presença também vai traduzir) uma espécie de trilogia. 'Kaddish' é a oração fúnebre dos judeus e, neste romance, é feita pela criança que se recusa nascer num mundo que permitiu a existência de Auschwitz.
 

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http://www.editpresenca.pt/imprensa_detalhe.asp?id=69&pagina=


http://pt.wikipedia.org/wiki/Imre_Kert%C3%A9sz


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13 de Dezembro de 2007

EUGENIDES, Jeffrey,
Middlesex . Lisboa : Dom Quixote, 2004.  521
ISBN 972-20-2582-1
CDU 821.111(73)-3
Cota BPE: 821.111(73)-3 JEF/MID

Sinopse

Na Primavera de 1974, Calliope Stephanides, estudante num colégio de raparigas em Gross Pointe, Michigan, vê-se irresistivelmente atraída por uma colega de turma arruivada, fumadora compulsiva, com um dom para as artes dramáticas. A paixão que se desenvolve secretamente entre as duas , bem como o não-desenvolvimento de Callie, leva-a a desconfiar que não é uma rapariga igual às outras. Na verdade não é rapariga nenhuma.
A explicação para este alarmante estado de coisas reside numa mutação genética rara, e num segredo inconfessado, que perseguiu os avós de Callie desde o desmoronamento do Império Otomano à Detroit dos anos vinte, passando pelos gloriosos tempos da Motor City, pelos motins raciais de 1967, até à segunda migração da família, para um país estrangeiro num subúrbio da cidade. Graças ao gene, Callie é em parte rapariga, em parte rapaz. E embora as viagens épicas do gene tenham terminado, a sua odisseia individual ainda mal começou.
Um triunfo extraordinário do consagrado autor de "As Virgens Suicidas", a história mirabolante de um gene que atravessa três gerações de uma família de gregos americanos até florescer no corpo de uma jovem adolescente.
"Midledlesex" vem confirmar o enorme talento de um autor apontado quer pela Granta, qier pela New Yorker como um dos grandes romancistas americanos da actualidade.
 

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http://www.powells.com/authors/eugenides.html
 

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23 de Janeiro de 2008

CARMELO, Luís,
E Deus pegou-me pela cintura . Guerra & Paz, 2007.
164 p.
ISBN 9789898014351



Sinopse


Um romance que antes de chegar às livrarias já provocou polémica. Na internet, nos blogues, apareceu a notícia de que uma jornalista portuguesa, Rute Monteiro, teria sido raptada no Líbano. Afinal, Rute Monteiro (há um vídeo no YouTube com o rapto dela) é uma personagem de ficção, a protagonista deste livro e no livro é mesmo raptada. E no livro o governo Sócrates enfrenta um dilema sério. “E Deus Pegou-me Pela Cintura” é uma antecipação ficcional do futuro próximo.
 

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http://luiscarmelo.net/


http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/04/e_deus_pegoume_pela_cintura.html

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14 de Fevereiro de 2008

CACHAPA, Possidónio,
Rio da Glória . Oficina do Livro, 2006.
396p.
ISBN 9895552416


 

Sinopse

Vera, uma escritora light abandonada na infância pelos pais que fogem da revolução, é agora lida e reconhecida por milhares de pessoas. Continua, contudo, a sentir-se só e a rever-se na voz egoísta da mãe que a acusava de ser gorda e desinteressante. As suas relações são como as suas roupas: fashion e efémeras. E tudo parece perpetuar-se, num círculo ligeiro e fútil. Porém, a morte trágica dos pais e a tentativa de recuperar os seus corpos levam-na ao Brasil, empreendendo uma busca da sua harmonia e questionando tudo aquilo em que sempre acreditou e que tomava por sucesso. Só no Pântano do Sul tudo se tornará claro e o seu lugar na terra, como escritora e mulher se manifestará definitivamente.
No mesmo avião, segue Mário, um padre tocado por todas as graças e que por isso mesmo enfrenta o medo e o ódio de uma hierarquia que perdeu a fé na bondade humana. Para Mário, Deus materializa-se no corpo e nos gestos dos seus semelhantes. Acredita na necessidade de ser nobre e que a mentira é uma coisa escorregadia que não se agarra ao coração dos homens. Tentando chegar ao seu destino nos confins do Pará, atravessa um país-continente cheio de contrastes e histórias maravilhosas e comoventes. Rios, florestas, escravos actuais e mulheres que só esperam que alguém as veja como elas são, vão cruzar-se no seu caminho, criando uma atmosfera de emoção e beleza e respondendo à sua questão fundamental: "Deus está do lado de quem?"
Dois universos distintos que se cruzam várias vezes sem se tocarem. O mundo da igreja católica pleno de exigências e de actos contraditórios, apregoando o santidade e perseguindo os que a buscam, através da figura de Mário. E o mundo da mundaneidade contemporânea, o elogio do efémero, da felicidade que se apaga antes de arder em pleno, que Vera tomou para si como modelo. Um livro sobre a busca do sucesso, da fama e ao mesmo tempo sobre a graça que alguns transportam sem saber.
 

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Possid%C3%B3nio_Cachapa
 

http://prazer_inculto.blogspot.com/2006/11/excertos-rio-da-gloria-1-pedi-ao-actor_30.html

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DATA A INDICAR

PEREZ-REVERTE, Arturo,
A rainha do sul . Porto : Asa, 2004. - 438p.
ISBN 972-41-3575-6
CDU 821.134.2-3
Cota BPE: 821.134.2-3 PER/RAI

 

Sinopse

O novo romance de Arturo Pérez-Reverte tem como personagem principal uma mulher: Teresa Mendoza. Uma mulher solitária que constrói um império a partir do nada, num mundo implacável inteiramente dominado por homens, o mundo do narcotráfico. Uma história de corrupção, amor e morte que nos revela o que de melhor e de pior existe no ser humano. Teresa vê-se forçada a fugir do México quando o namorado, que trabalhava para um cartel de droga, é assassinado. Este vai ser o momento de viragem da sua vida. Pobre e analfabeta, estava longe de imaginar que acabaria por se converter numa lenda do narcotráfico espanhol. No final, aquela que regressa à sua terra natal para ajustar contas com o passado será uma Teresa muito diferente da que fugiu doze anos antes.
 

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http://www.planetanews.com/produto/L/53935/rainha-do-sul--a-arturo-perez-reverte.html

http://www.bookcrossing.com/journal/1889537/Cokas/book_-A-Rainha-do-Sul-Arturo-Perez-Reverte

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03 de Junho de 2008

AGUALUSA, José Eduardo,
As mulheres do meu pai . Lisboa : Dom Quixote, 2007. - 381 p
ISBN 978-972-20-3377-0
CDU 821.134.3(6)-3
Cota BPE: GL 821.134.3(6)-3 AGU/MUL


Sinopse

Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente Cape Town, na África do Sul.
Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem, aqui e ali, as mais estranhas personagens.
As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África, continente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.
 

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http://www.agualusa.info/cgi-bin/baseportal.pl?htx=/agualusa/div&booknr=52&page=livros&tpp=Romance&lg=pt&cs=brown


http://www.angoladigital.net/artecultura/index.php?option=com_content&task=view&id=515&Itemid=39


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27 de Março de 2008

HORNBY, Nick,
Um grande salto .Lisboa :Teorema, 2005. 338 p.
ISBN 972-695-629-3



Sinopse

Noite de passagem de ano na Topper's House, o local mais popular para a prática do suicídio do Norte de Londres. Quatro estranhos estão prestes a descobrir que o suicídio não é precisamente a actividade privada que esperavam. O último romance do escritor de culto Nick Hornby, autor de "Alta Fidelidade" e “Era Uma Vez Um Rapaz”. Cómico, triste e maravilhosamente humano, este livro põe algumas das questões mais importantes sobre a vida e a morte, os estranhos e a amizade, o amor e o sofrimento, e se uma fatia de pizza pode salvar-nos na longa noite da alma.
 

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Nick_Hornby

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23 de Abril de 2008
ZINK, Rui,
A espera .Teorema, 2007. 152 p.
ISBN
9789726957133




Sinopse

 

Se, como afirma o protagonista, a caça é a espera, este livro é a sua escrita. O que conta aqui não é propriamente um enredo miraculoso, mas sim a forma como Zink escreve, recorrendo a jogos de palavras, neologismos e um estilo coloquial que se confunde com um relato oral." João Morales , Os meus livros
«”A Espera” é um texto que se alimenta de antiquíssimas memórias de aventura e literatura. Do célebre corsário Francis Drake aos romances canónicos “Moby Dick” e “Mau Tempo no Canal”, do astucioso Ulisses ao vingativo Ahab, a novela convoca um ambiente marítimo cativante e quase mítico.»
Pedro Mexia, Público.
 

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http://ruizink.com/category/livros/

http://atelier.fernandomateus.com/2007/05/25/a-esperapor-rui-zink/

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23 de Julho de 2008

BERNIERES, Louis,
O bandolim do Capitão Corelli  . Porto : Asa, 2005. - 732 p.
ISBN 972-41-2649-8
CDU 821.111-3
Cota BPE: 821.111-3 BER/BAN



Sinopse

A ilha grega da Cefalónia, aparentemente bendita pelos deuses, vai ser palco, a partir de 1939, de uma série de dramáticos acontecimentos. À ocupação italiana sucede-se a invasão alemã, com o seu cortejo de execuções. Depois de 1945 é a vez de os comunistas imporem a sua lei. E quando, finalmente, a paz parecia ter regressado, o mortífero terramoto de 1953 devastou toda a ilha. No meio de tantos dramas, como se tecem os destinos individuais? Um amor tão frágil, como o da Pelágia, a bonita grega, e do sedutor capitão Corelli pode resistir? Resiste-se ao ódio, ao medo, à fome, à loucura e à morte? É possível continuar a viver quando nada mais resta para lhes opor senão memórias, um resto de ternura, música – ah! A música de um certo bandolim...?
 

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http://hasempreumlivro.blogspot.com/2005_04_01_archive.html

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