LEITURAS
DE CIÊNCIA, ARTES E SOCIEDADE
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VIRIATO SOROMENHO MARQUES NA BIBLIOTECA PÚBLICA DE ÉVORA


29 de Março de 2007


No próximo dia 29 de Março (quinta-feira) às 21h30,
Viriato Soromenho Marques  vai estar na Biblioteca Pública de Évora, onde realizará uma palestra relacionada com a área do ambiente.

Esta iniciativa insere-se no âmbito das Leituras de Ciência, Artes e Sociedade promovida, pela BPE e que têm como objectivo a divulgação da leitura e a promoção da cultura científica.

José Viriato Soromenho Marques é professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, regendo as cadeiras de Filosofia da História e da Cultura e de Filosofia da Política e do Direito (licenciatura). Coordena, igualmente, o mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente. Tem também colaboração na licenciatura de Estudos Europeus, onde tem leccionado as disciplinas de História das Ideias na Europa Contemporânea e o Ambiente na Europa.

Desenvolve desde 1978 uma intensa actividade no movimento associativo ligado à defesa do ambiente, tendo sido -- de 1992 a 1995 -- presidente da mais importante associação ambientalista nacional, a QUERCUS- Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Entre Setembro de 1992 e Julho de 1996 representou as associações de defesa do ambiente no Conselho Económico e Social, tendo sido o relator de três pareceres: Plano de Desenvolvimento Regional (1993), Livro Verde da U.E. sobre Política Social (1994), e Plano Nacional de Política de Ambiente (1995).

Representou, igualmente, as organizações não governamentais da área ambiental na Comissão Nacional da UNESCO. Foi membro, entre 1993 e 1995, do Conselho do Plano Estratégico do município de Lisboa e fez parte da delegação portuguesa da Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo (2002).

A sessão terá lugar na BPE às 21.30 horas do dia 29 de Março. A entrada será gratuita, mediante a apresentação de um bilhete, que deverá ser levantado previamente na Biblioteca. Para mais informações ou esclarecimentos pode ligar para o nº 266 769 330.
 

Sugestões de Leitura

Viriato Soromenho Marques irá falar sobre dez livros que considera importantes nas áreas do Ambiente.
Aqui fica a listagem dos mesmos.
 



» BECKERT, Cristina e Maria José Varandas (eds.)
Éticas e políticas ambientais

Lisboa, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2004.


Sinopse

Éticas e politicas ambientais, da autoria de Cristina Beckert e Maria José Varandas, é uma antologia de textos que reúne especialistas nacionais e estrangeiros, onde, de forma clara e sistemática, se introduz a problemática ambiental, nas suas múltiplas facetas e perspectivas.
Os contributos de Tom Regan ou John Callicott, a par de Viriato Soromenho-Marques e José Alho fornecem ao leitor informação abundante e variadas posições teóricas quanto ao modo como deve ser encarada a natureza e o ambiente em geral, numa época particularmente marcada pela crise ambiental que põe em causa e obriga a repensar valores tão enraizados na civilização ocidental.
Assim sendo, ao congregar o ponto de vista dos princípios éticos que estão na base das grandes decisões com o da prática politica, mais vocacionada para a resposta imediata aos desafios ambientais, a presente obra cobre todos os ângulos a partir dos quais a temática ambiental é perspectivada, desde as teorias éticas - Ética Animal, Biocentrismo, Ecocentrismo, Ecologia Profunda e Ecofeminismo- até ás reflexões sobre o modo de implementar um desenvolvimento sustentável fundado no princípio da precaução, delineando ainda uma educação ambiental ajustada às exigências da situação presente.



»
GARCIA, Ricardo
Sobre a Terra.
Um guia para quem lê e escreve sobre ambiente
Lisboa, Público, 2004.


Sinopse
Sobre a Terra - um guia para quem lê e escreve sobre ambiente, é uma notável obra de Ricardo Garcia, inicialmente pensado para auxiliar jornalistas no seu trabalho, porém, à medida que foi sendo escrito, considerou-se que também os consumidores de noticias poderiam beneficiar do seu conteúdo uma vez que “quanto mais informado estiver o cidadão, melhor será a qualidade da sua participação na sociedade”.
Dividida em quinze capítulos temáticos - que vão da biodiversidade à poluição do ar; ou do tratamento de resíduos à questão dos transgénicos-, a presente obra faz um balanço actualizado da situação ambiental do planeta, focando em particular a realidade portuguesa e europeia, propondo ainda uma reflexão sobre o jornalismo do ambiente.
Enfim, trata-se de uma compilação de informações e dados, organizados de uma forma acessível, com uma certa margem de subjectividade do autor, o qual não hesita em referir que o presente guia “é um misto de informação, reflexão e opinião” que visa contribuir para que jornalistas e cidadãos em geral possam orientar-se melhor na densa selva dos temas ambientais.



»
GORE, Al
Earth in the Balance. Ecology and the Human Spirit
Boston/New York, Houghton Mifflin Company, 1992
(existe tradução portuguesa pela editorial Presença).
 

Sinopse
O ponto de partida de Al Gore em A terra à procura de equilíbrio - ecologia e espírito humano, é que a crise ecológica é global e colocar-nos-á inevitavelmente à beira da catástrofe se não reformularmos completamente a nossa concepção de vida: Seremos assim tão extraordinários e poderosos, a ponto de nos separarmos totalmente da Terra?
Al Gore não se limita a apontar o que está mal, avançando, pois, com propostas de solução muito concretas e globais, o que singulariza brilhantemente esta obra. É-nos apresentado um plano estratégico a três níveis: a criação de novos incentivos de mercado tendentes a favorecer uma reconversão da própria economia; a adopção de novas orientações políticas que privilegiem a defesa do ecossistema; e finalmente uma mudança de atitudes, baseada numa nova forma de pensar a relação entre a humanidade e a Natureza.
Nesta perspectiva, nenhum problema é meramente local: os alarmantes índices de dióxido de carbono, a deterioração da camada de ozono e a destruição de grandes áreas florestais colocam em evidência a necessidade premente de adoptar uma estratégia global. A notar que, o autor debate ainda questões como o relacionamento entre países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento, o aumento da população, as novas tecnologias, a necessidade de uma educação ambiental, além de insistir na necessidade de uma mobilização global.
Trata-se, enfim, de uma obra onde o leitor é convidado a participar de uma viagem que visa alcançar a verdadeira compreensão da crise ecológica, sublinhando que o equilíbrio ecológico do mundo depende de algo mais do que apenas a nossa capacidade de restaurar o equilíbrio entre o apetite devorador da civilização pelos recursos e o frágil equilíbrio do ambiente da Terra.



»
GORE, Al
Uma Verdade inconveniente
Lisboa, Esfera do Caos Editores, 2007 (3ª edição).



Sinopse
Há um assunto que diz respeito a todos os seres humanos - habitantes no planeta a que designaram Terra - o colapso ambiental resultante do aquecimento global.
Segundo alguns cientistas, teremos poucos anos para evitar uma grande catástrofe que pode destruir o nosso planeta gerando condições meteorológicas agressivas, inundações, epidemias e ondas de calor que ultrapassam tudo o que conhecemos.
A obra Uma verdade inconveniente retrata a luta de Al Gore para travar o aquecimento global e a sua tentativa de impor o problema, não como uma questão política, mas sim como um desafio global para a Humanidade.



»
HAWKEN, Paul; LOVINS, Amory B. e L. Hunter
Natural Capitalism. The Next Industrial Revolution
 London, Earthscan, 2004, p. 4 e segs.



Sinopse
Capitalismo Natural, de Paul Hawken e outros, é uma obra elogiada por cientistas e personalidades como Bill Clinton, Peter Senge ou Óscar Motomura, este último responsável pela introdução da versão portuguesa.
Repare-se que, a base da Revolução Industrial é o Capitalismo Natural, modelo desenvolvido por Amony Lovins, físico natural e analista ambiental, sendo que o suporte deste modelo centra-se na capacidade do ser humano produzir mais e poluir menos, usando tecnologia e conhecimentos já existentes, demonstrando que os negócios e os interesses ambientais se complementam, a fim de satisfazer melhor a necessidade dos clientes, proporcionando lucros e, ao mesmo tempo, ajudando a resolver os próprios problemas ambientais.
O leitor irá descobrir que um dos princípios fundamentais do Capitalismo Natural é o aumento radical da produtividade e que, obviamente, ao implementar este princípio pode-se melhorar significativamente o desempenho da organização.
Redesenhar a industria a partir de modelos biológicos com zero de desperdício, deslocar-se da venda de bens à provisão de serviços reinvestir no capital Natural que é a base da prosperidade futura, complementam os princípios do modelo proposto por Amory Lovins, um dos co-participantes da obra.



 » MARTINS, Hermínio, Hegel
Texas e outros ensaios de teoria social
Lisboa, Século XXI, 1996.




Sinopse
A presente obra Hegel, Texas e outros Ensaios de Teoria Social manifesta claramente o amplo leque de interesses do seu autor, Hermínio Martins, sendo que trata de temas que vão da Epistemologia das ciências sociais (Partes I e II, A revolução Kuhnniana e as suas implicações para a Sociologia e Tempo e Teoria na Sociologia, respectivamente) à Filosofia da Técnica e à reflexão política ( patente na terceira e última parte da obra em Hegel, Texas: temas de Filosofia e Sociologia da Técnica e Tecnologias, Modernidade e Política).
Desta forma, um dos traços mais significativos do autor é a vastidão da área temática que consegue abordar, com um à-vontade invejável, sem quebras de qualidade, sem atenuações de originalidade e sem concessões de rigor.
Em suma, esta obra está destinada a revelar a um público mais alargado um pensamento verdadeiramente á altura da urgência do tempo que é o nosso.



»
MEADOWS, Donella et al. (eds.)
 Os limites do crescimento
Tradução da Comissão Nacional do Ambiente. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1973.


 

Sinopse
Os  limites  do  Crescimento,  de  Donella  e  Dennis  Meadows, foi  publicado  originalmente  nos  Estados  Unidos  e posteriormente na Inglaterra, França, Japão, Itália e Brasil. Trata-se de um ensaio que tem provocado vivas polémicas. Porquê? Que diz este ensaio de tão inquietante?
Repare-se que, a sua principal conclusão tornou-se célebre e justifica, por si só, toda a atenção para o trabalho: « Se
as actuais tendências de crescimento da população mundial, da industrialização, da poluição, da produção alimentar e do desperdício de recursos permanecerem sem alteração, os limites do crescimento no nosso planeta serão alcançados dentro dos próximos cem anos».
No  que  diz  respeito  às  acesas  polémicas  que  o  ensaio  levantou,  elas  têm-se  centrado  especialmente  no método utilizado e nas variáveis consideradas (população, industrialização, recursos naturais, poluição). Outros dos críticos apresentam outra espécie de reservas, interrogando-se antes quanto às contradições e aos absurdos do tipo
de crescimento que está a guiar o Mundo: crescimento de quê? Em proveito e em prejuízo de quem? Para quê?
Enfim, o que nos parece evidente é que é preciso ler o presente ensaio, uma vez que se provocou um debate apaixonado é porque é uma obra apaixonante sobre o problema maior da nossa época.



»
SANTOS, F. D. e P. Miranda (editores)
Alterações Climáticas em Portugal. Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação
Projecto SIAM II, Lisboa, Gradiva, 2006.

 

Sinopse
Com a publicação deste volume fica concluída a segunda parte do Projecto Alterações Climáticas em Portugal. Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação (SIAM II), iniciado em 1999 sob a esclarecida coordenação de Filipe Duarte Santos, e que conheceu em 2002 a edição dos primeiros resultados, num volume dado à estampa em língua inglesa. Através deste projecto, Portugal torna-se num dos raros países do mundo que foi capaz de aplicar à sua escala geográfica as sofisticadas metodologias de análise e prospectivas desenvolvidas no âmbito do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), e que conduziram aos importantes relatórios apresentados por esta rede planetária em 1995 e 2001. Neste estudo, projectam-se diferentes cenários de alterações climáticas em Portugal, envolvendo domínios tão diversos como o dos recursos hídricos, zonas costeiras, agricultura, saúde humana, energia, biodiversidade, pescas, não esquecendo as regiões atlânticas da Madeira e Açores, ou estudos como o do estuário do Sado.
Este volume consagra ao mesmo tempo um gesto cientificamente pioneiro e uma interpelação radical tanto à consciência dos actores sociais, como à responsabilidade dos agentes e instituições públicos. A mensagem é forte e clara: nas próximas décadas Portugal vai sofrer as consequências do mais rápido e arriscado processo de mudança climática global em que a humanidade se viu envolvida ao longo da sua história, pelo menos nos últimos dez mil anos. O tempo escasseia para encontrarmos e implementarmos as medidas de mitigação e adaptação que permitam ao país atravessar esta longa crise sem fracturas sociais e clivagens regionais insustentáveis.
Enfim, precisamos de inovação nos nossos sistemas económicos, nos nossos hábitos de consumo, nas nossas opções de investimento público e privado. Precisamos de um espírito ousado e pioneiro no desenho de novas políticas públicas à altura deste desafio de grandiosa dimensão.



»
SCHMIDT, Luísa, et al. (eds)
Autarquias e desenvolvimento sustentável
. Agenda 21 Local e novas estratégias ambientais
Porto, Fronteira do Caos, 2005.

 

Sinopse
Encontramos neste livro uma crítica fundamentada, e ao mesmo tempo incisiva, do pouco que em Portugal se tem feito pelo ambiente e pela sustentabilidade ao nível do poder local.
Destacar-se-ão ainda alguns sinais encorajadores e, acima de tudo, um conjunto amplo de orientações estratégicas e medidas de política que os autores sugerem como quem lança um repto.
Para os que pretendem ficar a saber como passar à prática, com sucesso, uma Agenda 21 Local, o Roteiro que com esta obra se disponibiliza, constitui uma ferramenta inovadora em termos informativos e imprescindível no plano operacional.




»
SINGER, Peter
Um só Mundo. A ética da globalização
Tradução de Maria de Fátima Aubyn, Lisboa, Gradiva, 2004.





 

Sinopse
O mundo contemporâneo enfrenta um novo desafio: a globalização. Como tal, devemos considerar dois aspectos fulcrais desta nova época: primeiro, aviões que explodem ao colidir com o World Trade Center, e, segundo, a emissão de dióxido de carbono dos escapes de jipes de elevado consumo de combustível. Um provocou a morte instantânea de milhares de seres humanos; o outro contribui para as alterações climáticas que somente podem ser detectadas com o recurso a instrumentos científicos.
Neste sentido, entende-se por «globalização» o processo de cada vez maior interligação entre todos os aspectos da vida ecológica, económica, legal e social. Esta interligação cada vez maior, acentua, em alguns casos, o fim do Estado-Nação tal como o Império Romano assinalou o fim das cidades-estados.
O que Peter Singer oferece ao leitor em Um só Mundo - A ética da globalização é uma visão lúcida, ponderada e sem estar tolhida por preconceitos ideológicos do caminho a seguir em áreas como: a política ambiental global; a economia global; o direito e a política global e, por fim, as relações globais entre diferentes comunidades.
 


» SOROMENHO-MARQUES, Viriato
Metamorfoses. Entre o colapso e o desenvolvimento sustentável
Mem Martins, Publicações Europa-América, 2005.



Sinopse
O que está em questão na obra Metamorfoses- Entre o colapso e o desenvolvimento sustentável é, nada mais nada menos, do que a base efectiva da própria crença no progresso, que alimentou as várias mitologias e narrativas, tanto sagradas como profanas. Primeiro na Europa, e depois em todos os continentes e culturas. Seremos capazes de atravessar esta tempestade de arrogância e desmesura? Seremos capazes de administrar correctamente o poder da técnica e da ciência, no sentido da maior justiça entre os humanos e do maior cuidado para com todas as outras criaturas que connosco partilham o tempo e o espaço? Seremos capazes de habitar sabiamente a Terra? Estas perguntas situam-se numa região limite. Para elas não há uma resposta concreta, mas apenas o testemunho de uma aposta.
A representação contemporânea da nossa crise ambiental e social global oscila, desta forma, entre a expectativa do pior e a esperança sentida, entre o risco de colapso e a perspectiva duma mobilização planetária, capaz de assegurar, certamente num parto difícil e doloroso, a transição para uma sociedade, simultaneamente, dinâmica e sustentável.
Retirado e adaptado da Introdução da obra.



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WEINER, Jonathan
 Os Próximos 100 anos
 Lisboa, Gradiva, 1991

 

Sinopse
Os temas centrais deste livro são bem conhecidos por todos nós - a extinção das espécies, a dizimação das florestas húmidas, o buraco na camada de ozono, o aquecimento global, a chuva ácida, o efeito de estufa.
Jonathan Weiner oferece-nos informações detalhadas sobre a iminência de perigos que alastram o solo a que pertencemos, destacando também as investigações dos cientistas que, todos os dias, detectam alterações graves do fundo do mar à estratosfera e conclui que os perigos são efectivamente reais e que, para enfrentá-los, terá de ser feito em todo o mundo um esforço sem precedentes antes que seja demasiado tarde. Desta forma, se não alterarmos desde já o curso de muitas actividades humanas, nós próprios caminharemos para a extinção. Não obstante, Os próximos cem anos não retrata uma profecia desencantada, há formas de levar a efeito a mudança e a nossa autora analisa tudo o que pode ser feito para evitar a catástrofe.
Louvado pela crítica em todo o mundo, o presente livro é de leitura essencial para todos aqueles que se preocupam com o destino do planeta terra e com uma tentativa de intervenção eficaz.

 

 

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