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Roda de Poesia
 


 

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DANIEL MAIA-PINTO RODRIGUES

Biografia
Daniel Maia-Pinto Rodrigues nasceu no Porto a 7 de Julho de 1960.
Desde 1983 até à actualidade escreveu um vasto conjunto de obras, entre as quais há a destacar a reedição em 2005 da obra, de 1994, O Valete do Sétimo Naipe, com prefácio de Mário Cláudio, O Diabo Tranquilo em colaboração com Isabel Rio Novo, em 2004, tal como a representação dos seus trabalhos em diversas antologias poéticas, como por exemplo
Os Poemas da Minha Vida, por Marcelo Rebelo de Sousa.
Em 1993 a sua obra A Próxima Cor recebeu o 1º Prémio Nacional Foz-Côa-Cultural e Menção Honrosa / Novos Valores da Cultura, atribuída pelo Ministério da Educação e Cultura, segundo parecer do Júri constituído por Fiama Hasse Pais Brandão, Vasco Graça Moura e José Fernando Tavares (em representação do Clube Português de Artes e Ideias).
Daniel Maia-Pinto Rodrigues tem mantido uma colaboração assídua com diversas publicações periódicas generalistas e especializadas, onde foram publicados textos de sua autoria, como é o caso da Vértice, Sílex, A Coisa, Sempre, Aquilo, Trilateral (Porto-Barcelona-Santiago), Babel, Quebra-Noz, Brétema, Hífen, Escolma Poética (Espanha), Orfeu, Il Vento Salato (Itália), Poética (Uruguai), Cadernos do Tâmega, Sol XXI, Simbólica, Metro, Pinguim Poesia em Pó, Anima+l (Espanha), Fundição Veia Assanhada, Faces, Hei!, Revista 365, Inimigo Rumor, Tertúlia, Século XXI, Saudade, etc.
Recitou os seus poemas em diferentes salas de espectáculo e cultura entre os quais são de salientar o Teatro D. Maria I
I e a Fundação Ciência e Desenvolvimento / Teatro do Campo Alegre, tal como em inúmeras Bibliotecas e Feiras do Livro de diversos pontos do país.

 

Poemas
[Perdeste... | Devagar]

Perdeste o isqueiro
e estás perturbada
e digamos que tens razão
porque deixaste para trás
qualquer pertence da realidade

Hesitas se hás-de regressar ao seu encontro
mas talvez te percas exactamente aí
ao regressares

Olha melhor as estrelas
é noite
e estamos à ilharga do tempo

em
O Afastamento Está Ali Sentado                                                                                    Topo
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DEVAGAR
devagar
setembro
entorna luz na planície

devagar
o vento
inventa choupos


e choupos
devagar
tornam-se rio

devagar cavalos surgem galopando
erguem brancas as cabeças
respiram verdes a claridade
E depois seguem
devagar
pelos túneis de luz

em O Afastamento Está Ali Sentado                                                                                    Topo

   

 

 

 

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