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AGENTES INTELIGENTESPor “agentes inteligentes” entende-se um tipo de software que utiliza técnicas de inteligência artificial para filtrar informação, executar tarefas, elaborar pesquisas, etc. Tratam-se de rotinas automáticas em vários formatos como os knowbots, os softbots, os taskbots, os agentes pessoais, os shop-bots, os agentes de informação, etc. Por exemplo, um agente de informação tem a capacidade de analisar os padrões de pesquisa do seu utilizador e, a partir daí, percorrer a Web em busca de informação que lhe possa interessar. Os shop-bots (shopping robots) pesquisam a Web em busca dos melhores preços de livros, CDs ou quaisquer outros artigos do interesse do utilizador. O recurso cada vez mais frequente aos agentes inteligentes, e o desenvolvimento que estes têm tido, levantam algumas questões éticas e sociais. Ao lhes relegarmos responsabilidade na execução de tarefas não podemos esquecer a autoridade que lhes estamos a transferir. BIBLIOGRAFIAUma bibliografia é uma lista alfabética de fontes consultadas por um autor ao escrever um livro, um artigo ou um ensaio, e apresentada no final do trabalho. Porque é que apenas alguns artigos e livros têm bibliografias? Estas estão sobretudo associadas à investigação científica e académica. Um investigador deverá dar a conhecer a origem das suas ideias e demonstrar ter lido os principais trabalhos publicados na área. As revistas e os livros destinados ao grande público podem basear-se noutras publicações mas raramente incluem a lista das fontes. Não se espera que este tipo de público procure os trabalhos que influenciaram o autor do texto. CATÁLOGO DA BIBLIOTECAO catálogo é uma base de dados que localiza os itens existentes na biblioteca. Como é que deves pesquisar no catálogo? As pesquisas mais frequentes são feitas por autor, título ou assunto. POR AUTOR: procura pelo apelido. Se pretendes os livros de José Luís Peixoto Pesquisa em: peixoto, josé luís
POR TÍTULO: omite os artigos do início (o, a, os, as, um, uma…) Se pretendes o livro: Os Descobrimentos Portugueses Pesquisa em: descobrimentos portugueses
POR ASSUNTO: usa descritores Se pretendes material sobre: a história da medicina Pesquisa em: Medicina – História Caso tenhas consultado o índice de periódicos e encontrado referências que te poderão ser úteis, verifica no catálogo da biblioteca a existência do título que procuras. CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL (CDU)A Classificação Decimal Universal baseia-se em dez classes temáticas representadas por números: 0 Generalidades. Ciência e Conhecimento. Organização Informação. Documentação. Biblioteconomia. Instituições. Publicações. 1 Filosofia 2 Religião. Teologia 3 Ciências Sociais 4 (por atribuir) 5 Matemática. Ciências Naturais 6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia 7 Arte. Desporto 8 Língua. Linguística. Literatura 9 Geografia. Biografia. História
Cada uma destas classes está dividida em subclasses, por exemplo: 6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia 61 Medicina. Ciências Médicas 612 Fisiologia 612.3 Alimentação. Digestão. Absorção e nutrição 612.32 Estômago. Sucos gástricos CÓDIGOS DE PAÍSVêem-se, por vezes, códigos de país (com duas letras) no final do URL, em vez dos códigos de três letras representativos da organização. Aqui ficam alguns exemplos: .au – Austrália .mx – México .br – Brasil .jp – Japão .ca – Canadá .nl – Países Baixos .ch – Suíça .nz – Nova Zelândia .cl – Chile .pt – Portugal .de – Alemanha .uk – Reino Unido .eg – Egipto COMPONENTES DE UMA PÁGINA WEB
Cabeçalho: constitui o topo de um documento Web e contém o título da página e o URL. Barra de título: contém o título atribuído à página. Barra de ferramentas: é aqui que se encontram os botões para navegar na Web. URL: é aqui que aparece o endereço da página. Trata-se de informação vital quando citas um documento em linha nos teus trabalhos. Corpo do documento: contém o texto ou o conteúdo da página que está a ser visualizada. Pé da página: inclui geralmente informação sobre o autor ou o responsável pela página, bem como a data da última actualização. ÍNDICE DE PERIÓDICOSTecnicamente, um periódico é tudo aquilo que é publicado regularmente como, por exemplo, revistas. Um índice de periódicos permite localizar artigos sobre diversos temas em diferentes jornais e revistas. Em tempos, os índices de periódicos eram publicados em volumes impressos. Actualmente muitos estão disponíveis em linha na tua biblioteca ou podem ser acedidos via Web. Para além da referência bibliográfica dos artigos que procuras, muitos destes índices contêm também um resumo ou mesmo o texto integral. FÓRUM DE DISCUSSÃO (NEWSGROUP) Os fóruns de discussão são espaços criados para a discussão e o debate de diversos assuntos, através do correio electrónico. Estão classificados por temas daí que, a primeira coisa a fazer seja percorrer os temas para encontrar o fórum que te interessa. São necessários programas que permitem aceder a estes fóruns. Através da utilização de palavras-chave podes procurar o fórum que te interessa. O nome de um fórum é uma lista de temas separados por pontos. Eis os principais temas:
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO (LISTSERV) São listas de endereços de correio electrónico que permitem enviar mensagens a todas as pessoas inscritas. Podem ser de dois tipos: as newsletters e os grupos de discussão. As primeiras assemelham-se a um jornal electrónico. Depois de te inscreveres (geralmente é gratuito), passas a receber notícias com as últimas novidades, no teu correio electrónico. Muitas bibliotecas utilizam este sistema para divulgar aos seus utilizadores as actividades que organizam, as novas aquisições que fazem ou os serviços que prestam. Por exemplo, para subscreveres a newsletter da Biblioteca Pública de Évora, basta ires à página da biblioteca - www.evora.net/bpe - e subscreveres a sua lista de distribuição. Os grupos de discussão são feitos para debater ou discutir assuntos dentro de um grupo de pessoas inscritas. A inscrição é feita ou através de um sítio Web ou enviando uma mensagem electrónica ao moderador do grupo. Ao contrário das newsletters, podes responder sempre que queiras, para todo o grupo ou apenas para um dos seus membros. METAMOTOR DE BUSCAConsidera o metamotor de busca como o intermediário entre ti e uma grande quantidade de motores de busca. Eles interpretam a tua pesquisa, reúnem os resultados e respondem-te com páginas Web recomendadas. Não são, obviamente, perfeitos mas facilitam-te o trabalho. Ao contrário dos motores de busca, os metamotores não possuem a sua própria base de dados. Transmitem a pesquisa a um conjunto de motores em simultâneo. Interpretam essa pesquisa num formato que seja perceptível por cada um dos motores de busca envolvidos e recuperam os resultados criando uma única lista de sítios em linha. Os mais desenvolvidos são capazes de eliminar as páginas repetidas. Outros, ainda, ordenam-nas de forma a apresentarem as que melhor se adequam aos termos de pesquisa usados, ou organizam os resultados por categorias. MOTOR DE BUSCACertamente já ouviste falar em Google, Hotbot ou Altavista. Aquilo a que chamamos motor de busca é na realidade um conjunto de programas informáticos. É constituído por um robô que percorre periodicamente a Web, saltando de ligação em ligação e reunindo informação sobre as páginas existentes. Depois, constrói índices a partir da informação recolhida. Os motores de busca pesquisam, disponibilizam e organizam a informação encontrada no índice. De motor de busca para motor de busca variam algumas opções e o seu aspecto visual mas a estrutura básica de pesquisa que está por detrás é a mesma. NAVEGADORO navegador (ou browser) é um programa informático utilizado para navegar na Web. Existem muitos navegadores mas os mais conhecidos e utilizados são o Internet Explorer e o Netscape. A página de rosto vem no início da publicação e é nela que estão registadas as informações mais completas relativas ao título, autor e editora da obra.Dá-se o nome de páginas preliminares a todas as páginas que antecedem a página de rosto.PROTOCOLONo mundo da Internet, os protocolos possibilitam a comunicação entre os diferentes tipos de computadores – Macintosh, PC, UNIX. Tratam-se de regras standartizadas que permitem a um computador entender as mensagens enviadas por outro e agir em consonância. Existem vários protocolos para a comunicação na Internet. Os mais comuns são: · Simple Mail Transfer Protocol (SMTP): para enviar e receber mensagens de correio electrónico; · File Transfer Protocol (FTP): para transferir ficheiros entre computadores; · Hypertext Transfer Protocol (HTTP): para transmitir informação via Web. Sem os protocolos os computadores não saberiam o que fazer com as tuas mensagens de correio electrónico ou como apresentar uma página Web. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAs referências bibliográficas identificam qualquer informação que seja publicada (impressa ou electrónica) de forma a possibilitar a sua localização. Incluem o nome do autor, o título (do artigo ou da publicação), o nome da revista ou do jornal (no caso dos artigos), o número das páginas e informação relativa à edição (local, nome da editora e data). As referências bibliográficas de documentos electrónicos incluem também o URL e a data de acesso. À lista das fontes consultadas ao longo da pesquisa dá-se o nome de bibliografia. A bibliografia possibilita, a quem lê o trabalho, verificar os factos ou pesquisar mais facilmente a informação referida. Estas fontes aparecem listadas no formato da referência bibliográfica, obedecendo às regras estabelecidas pelas NP 405 – as Normas Portuguesas para Referências Bibliográficas. Estas normas, editadas pelo Instituto Português da Qualidade, dizem respeito a 4 tipos de documentos: documentos impressos (NP 405-1, 1994), materiais não livro (NP 405-2, 1998), documentos não publicados (NP 405-3, 2000) e documentos electrónicos (NP 405-4, 2002). Trata-se de um pequeno sumário do artigo em causa. Os índices de periódicos incluem resumos escritos pelos próprios autores dos artigos ou pelos responsáveis da base de dados. Já que se torna difícil saber quem os escreveu e qual o seu grau de qualidade, é importante que não faças citações dos resumos nos teus trabalhos. Usa-os de forma criteriosa e a tua pesquisa estará facilitada. OPERADORES BOOLEANOSGeorge Boole, 1815 – 1864 George Boole foi um matemático inglês que contribuiu para o desenvolvimento da lógica simbólica. A lógica booleana utiliza palavras a que se dá o nome de operadores. Os três principais operadores são: E, OU e NÃO. As bases de dados utilizam a lógica booleana para localizar apenas os itens que pretendemos pesquisar. As áreas a azul nos diagramas que se seguem representam os resultados obtidos a partir da utilização destes operadores booleanos. Se utilizares OU alargas o teu campo de pesquisa: vaca OU ovelha Imagina que estás à procura de imagens que contenham vacas e ovelhas. O termo OU permite encontrar as que têm só vacas, as que têm só ovelhas e as que têm as duas.
Se utilizares E restringes o campo de pesquisa: vaca E cavalo E ovelha Neste caso, reunirás apenas imagens que contenham simultaneamente vacas, cavalos e ovelhas. Quaisquer outras que contenham apenas uma ou duas das espécies não serão recuperadas.
Se utilizares NÃO eliminas por completo os termos que seleccionares: vaca NÃO ovelha Aqui irás recuperar as imagens que contenham exclusivamente vacas. As que tiverem só ovelhas ou vacas com ovelhas serão excluídas.
TEXTO INTEGRALAlgumas bases de dados disponibilizam os artigos completos via Internet, mas frequentemente sem as imagens. Caso queiras ter acesso ao conteúdo integral do artigo, com imagens, gráficos, quadros, etc, terás de procurar o exemplar impresso da revista em causa na tua biblioteca. WORLD WIDE WEBO World Wide Web Consortium define a Web como o “universo da informação em rede, uma encarnação do conhecimento humano”. É verdade! E depois? Na realidade a Internet é o esqueleto, a estrutura base, a espinha dorsal, a rede mãe de todas as redes de computadores. A Web é apenas um dos protocolos da Internet. É uma colecção de documentos, artigos, opiniões, histórias, arte, sons e animações alojadas em todos os servidores Web.
Traduzido e adaptado do TILT por Susana Viegas para a Biblioteca Pública de Évora. Copyright 2005. Desenvolvido
por DOGI - Câmara Municipal de Évora |
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