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A origem da imprensa em Portugal esta
relacionada com o período de afirmação da independência nacional. Nas
décadas posteriores ao domínio filipino, surgiram em Portugal folhetos
noticiosos e políticos, publicados periodicamente, e que exaltavam os
valores nacionais e encorajavam à mobilização para a luta pela
independência. A Gazeta, divulgada pela primeira vez em 1941, foi
pioneira, noticiando dos sucessos das tropas portuguesas. Entretanto,
surge o Mercúrio da autoria de Sousa Macedo, diplomata, que tentou
“reproduzir” os periódicos que iam surgindo nos países nórdicos. Os
estudiosos da imprensa periódica sustentam que havia diferenças claras
entre os "mercúrios" e as "gazetas", possuindo estas um carácter mais
noticioso, e os primeiros um carácter mais político.
No século XVIII a Europa assistiu a uma “explosão”de periódicos. Em
Portugal destacou-se a Gazeta de Lisboa, datada de 10 de Agosto de 1715,
que continha muitas notícias do Estado e contava com a organização e
redacção de José Freire Monterroyo Mascarenhas. A publicação da Gazeta de
Lisboa impulsionou a criação de outros jornais, alguns manuscritos, como é
o caso do sucessivamente renomeado Diário, Folheto ou Mercúrio de Lisboa.
Estes primeiros periódicos revelam já algumas características do
jornalismo moderno, utilizando uma linguagem clara e concisa e apresentado
noticias que podem ter seguimento num número posterior.
Recheadas de notícias preciosas para a história do seu tempo, estes
primeiros periódicos são excelentes fontes históricas.
Saiba um pouco mais sobre estes
exemplares...
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