ball.gif (1653 bytes)  FUNÇÕES DAS PLANTAS

As plantas aquáticas emergentes são espécies vegetais anfíbias que vivem em águas pouco profundas, enraizadas no solo e cujos talos e folhas emergem fora de água, podendo alcançar alturas de 2 a 3 metros. Estas plantas, intermédias entre as aquáticas e terrestres propriamente ditas, são muito vigorosas e produtivas em virtude de aproveitarem as vantagens dos dois meios: o terrestre e o aquático.

A depuração e eliminação de contaminantes da água processa-se por várias etapas. A eliminação da matéria orgânica é um dos processos mais importantes no processo de depuração, só conseguido através da intensa actividade microbiana que se desenvolve aos milhões nos sistemas radiculares destas plantas emergentes.

A eliminação de compostos como o Azoto ou o Fósforo, são outra das etapas fundamentais dos sistemas de plantas emergentes. Uma parte destes compostos são absorvidos, outra parte sofre fenómenos de desnitrificação (azoto) ou de absorção pelas partículas de argila e pelas partículas orgânicas (fósforo), permitido assim uma limpeza gradual mas total dos compostos indesejáveis que se encontram nos efluentes.

Estas plantas macrófitas são responsáveis por alguns mecanismos fundamentais da depuração de águas residuais, tais como, filtração, degradação microbiana da matéria orgânica, absorção de nutrientes, fenómenos de adsorção, etc. Para além das águas residuais, temos soluções naturais de tratamento de lodos.

A utilização de plantas adaptadas a um encharcamento permanente do meio, permite que se faça o transporte de oxigénio ao substrato, através de canais ou zonas de arejamento que as próprias plantas possuem, produzindo-se desta forma um tratamento misto, pois coexistem zonas aeróbias nas proximidades das raízes e zonas anaeróbias.

ball.gif (1653 bytes)  LODOS

As plantas macrófitas têm sido também utilizadas, com êxito, na Europa e Estados Unidos no Tratamento de Lodos provenientes de sistemas convencionais de depuração.

O tipo de estruturas desenvolvidas pela Cetambio, consiste na construção de leitos secos de plantas macrófitas, assentes num substrato arenoso.

O conteúdo da água do lodo vai gradualmente reduzindo-se por evaporação e por percolação através do substrato arenoso. Além disso produz-se uma estabilização gradual através de processos aeróbios e anaeróbios.

 


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