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GASTRONOMIA
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Quando
se diz que a gastronomia alentejana gira à volta do pão, do
azeite e das ervas aromáticas, até parece simples.
Mas o saber que a faz é ancestral. As receitas foram
passadas de geração em geração e, com elas, os segredos da
“mão” que eleva à máxima potência a exuberância dos sabores.
Experimentar estes prazeres pode ser uma vivência tão
perfeita que justifica, por si só, várias viagens pela
Região. Uma não chega. Se quer provar a plenitude tem que
fazer como os alentejanos: comer e beber com as estações.
A Cozinha
Tradicional tem por base a carne de porco e de borrego,
azeite, o pão e as ervas aromáticas dos campos e das
ribeiras que tornam rica e imaginativa a cozinha popular, e
dão vida à açorda, ao ensopada de borrego, à sopa de cação e
aos pratos de caça. Ao lado desta, a tradição conventual, e
a sua doçaria à base de ovos, amêndoas e gila - pão de rala,
encharcadas, barrigas de freira. |
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Restaurante Cozinha de Santo Humberto
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"Uma velha adega de vinho transformou-se num dos
melhores restaurantes de Évora."
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Fica em pleno coração de Évora, na Rua da moeda,
um dos melhores restaurantes da cidade.
"Cozinha
de Santo Humberto", o padroeiro da caça, tem
portas abertas desde 1971. |
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Na época, e até duas décadas antes, aquela rua
de pedras de calçada era conhecida pelas suas
adegas. Por algum motivo especial que ninguém
sabe explicar bem, o negócio do vinho
concentrou-se ali e quase porta sim, porta sim,
havia adegas com enormes talhas onde se
conservava e vendia o dito néctar.
Curiosamente, a "Cozinha de Santo Humberto" não
escapava à lógica e no espaço hoje ocupado pelo
restaurante, labutou também a Adega dos Almeidas
onde o vinho era igualmente vendido em talhas de
barro.
Descendo da Praça do Giraldo à Rua da Moeda,
facilmente encontrará este requintado
restaurante!
O restaurante é discreto e quase passa
despercebido, afinal trata-se de um prédio
branco com uma castiça barra amarela. Da rua
vê-se apenas a gradeada janela em forma de arco
e uma porta com ombreira em granito,
representativa da presença da comunidade
Judaica.
O toque distintivo é dado pelo pequeno painel
de azulejos que se encontra sobre a ombreira,
mesmo por debaixo do candeeiro, onde está
escrito "Cozinha de Santo Humberto" e desenhado
o santo com o mesmo nome, numa gravura alusiva à
caça.
É aqui mesmo, não há nada que enganar!
A decoração é em estilo rústico e de bom gosto.
Do tecto atravessado pelos longos e grossos
barrotes de madeira pendem enormes chaleiras de
alumínio, muito alinhadinhas. Na sala do lado,
são frigideiras.
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Porém, o pormenor mais delicioso, para não lhe
chamar feitio, são as formas côncavas e
irregulares que as paredes revelam. É que tendo
sido esta cave uma adega, o local foi adaptado o
melhor possível para albergar as tais talhas de
vinho. Tudo uma questão de espaço, mas que
volvidos todos estes anos, não deixa de criar um
efeito curioso, que combina bem com o chão de
tijoleira.
Quanto à comida, para aqueles que são
verdadeiramente bons garfos, aconselha-se a sopa
de cação como entrada, senão, apenas uma
linguiça frita pode bastar. Os pratos
tradicionais da região são os que têm mais
procura. As migas de carne com porco, as
grelhadas de alguidar, o lombo de porco preto ou
o borrego assado no forno estão na ordem do dia.
Porém, entre Novembro até à altura da Páscoa, há
pratos de caça como perdiz estufada, lebre com
feijão branco ou javali. Para terminar,
experimente a doçaria conventual e não deixe de
provar a sericaia ou a barriga de freira. Para
acompanhar tamanho manjar, o restaurante dispõe
de uma boa carta de vinhos. Bom apetite!
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