VALORES ARTÍSTICOS E ARQUITECTÓNICOS


MEGALITISMO

A freguesia possui alguns monumentos megalíticos, de entre os quais se chama a atenção, pela sua particularidade, para dois esteios de uma Anta, incorporados na parede do altar-mor da Igreja de S. Bento do Mato. Outras antas estão localizadas na freguesia, nomeadamente na Herdade da Fonte-Boa do Álamo e da Azarujinha.



ROMANIZAÇÃO

Existem vestígios na Herdade da Machoqueira (inscrição funerária e “dolium”), na Herdade da Venda (inscrição funerária erigida pela mãe aos seus três filhos), tendo ainda sido encontradas inscrições dedicadas a “salus” divindade da saúde.
 


 

imóveis com grande interesse cultural

Se bem que de origem não muito remota existem na freguesia alguns imóveis com grande interesse cultural, de entre os quais se destacam o Pelourinho, a Igreja Paroquial, o conjunto do “Palácio” do Conde da Azarujinha, a “Sala”, a ermida de Nossa Senhora do Monte do Carmo, o Monte da Barroseira e respectiva ermida, o solar do Castelo Ventoso, e o portão da Quinta de St.º António.

O interesse cultural destes edifícios deverá merecer por parte de toda a população, dos seus proprietários, ou das entidades responsáveis, a maior protecção.

PELOURINHO (SÉC. XVIII)

Símbolo senhorial dos extintos coutos das Bruceiras, terras isentas de justiça real e patrimoniais dos fidalgos Lobo Saldanha e depois dos Condes das Galveias.



CONJUNTO DO “PALÁCIO DO CONDE DE AZARUJINHA”

Construção do séc. XIX, mandada edificar pelo Conde de Azarujinha, o qual nos finais do séc. XIX aforou uma das suas propriedades em pequenas courelas – 200 – das quais 90 ficaram na Freguesia de S. Bento do Mato e as restantes na de S. Miguel de Machede (Courelas da Azaruja e Courelas da Toura, respectivamente).



"A SALA"

Construção modesta de um só piso, à frente da qual se realizavam as feiras francas.

Tradicionalmente, diz-se que foi neste edifício, em Maio de 1834, que foi redigido e assinado o documento de rendição imposta a D. Miguel, pelo general Duque da Terceira e pelo Marechal Saldanha, após a tomada de Arraiolos e Vimieiro, e encontrando-se a “Sala” ocupada pelo Quartel General do Exército de D. Pedro IV. Daqui terão partido os dois cabos de guerra para o Castelo de Évoramonte, onde se firmou a Convenção que pôs termo às lutas liberais.



CASTELO VENTOSO

A herdade de Castelo Ventoso foi doada à Mitra Eborense em 1430, e sabe-se que em 1572 pertencia à Fábrica da Sé de Évora e era habitado pelo lavrador Fernando Dias Batalha. O Cardeal D. Henrique integrou a herdade nos bens da Companhia de Jesus, na propriedade da qual permaneceu até à sua extinção (1759).

Em finais do séc. XIX o solar foi ampliado por José Paulo de Mira, que nalgumas salas reconstitui alguns monumentais retábulos de azulejos do segundo quartel do séc. XVIII, atribuídos a Policarpo de Oliveira Bernardes.

Possui no seu interior uma capela seiscentista com altar de talha de estilo rococó de início do séc. XVIII, e algumas pinturas de Maria de Lurdes Braancamp, artista prematuramente falecida.



PRAÇA DE TOUROS

Segundo informação do actual proprietário da Praça de Touros, e com base na escritura do edifício, a Praça de Touros da Azaruja terá sido construída por um Sr. Evaristo, empresário tauromáquico, com o objectivo de a explorar durante 99 anos. Naquele local havia anteriormente um curral de bois pertencente à Casa de Filipe de Vilhena. Assim, com o falecimento prematuro do empresário tauromáquico, a exploração da Praça passou para aquela família.

Em 1910, a Praça foi comprada pelo pde. Silvestre António da Silva e Vicente Sureda por mil e duzentos réis. Cerca de 1920, o Sr. Sureda comprou a outra parte, fazendo dela uma fábrica dela de cortiça. Mais tarde, face à necessidade de destruir a galeria de cima, esta foi retirada, e o seu material utilizado na construção do Monte do Goulão.

Segundo a tradição terá sido a primeira Praça do País e terá servido de modelo ao Campo Pequeno. Desconhecendo-se a data certa da sua construção, há de qualquer forma registo de 1861 em documentos do Governo Civil (Estatística Março 1158. BPE) que testemunham a sua existência já naquela data, sabendo-se igualmente que em 1873, sofreu grandes melhoramentos, passando então a dispor de mais de 1 500 lugares numerados.



IGREJA PAROQUIAL

A actual igreja substitui o templo do séc. XVI, do qual sibsiste a capela – mor, sacristia e arcobotante que serve de escada para o campanário. As paredes da capela – mor apoiam-se numa anta desmantela.

A igreja encontra-se actualmente, desprovida de imagens religiosas e nalguns pontos encontra-se bastante arruinada.



ERMIDA DE NOSSA SENHORA DO MONTE DO CARMO (SÉC. XVIII)

Construção típica da época áurea das peregrinações religiosas dos reinados de D. José e de D. Maria I, situada a cerca de 2 Km de Azaruja.

A ermida terá tido origem num modesto nicho erguido em barro amassado por cenobitas solitários filiados na Ordem do Monte Carmelo, que habitaram o local até 1754.

Reza a tradição que “(…) descobriu-se uma mulher que chegando ao tal monte casinha (o oratório abandonado pelos ermitas), sem saber o que nela havia, assim que viu a imagem da senhora a venerou e lhe pediu remédio duma enfermidade que padecia e sentido-se logo melhor, e daí a poucos dias, inteiramente sã, publicou o sucesso que divulgado fez concorrer várias pessoas àquele lugar solicitando remédio para os seus males.”

Em 1757 iniciou-se a construção da ermida, que um ano depois foi sagrada ao culto com afluência de muitas esmolas pelas graças concedidas.

 

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