Desenvolvimento e Turismo

 











Nossa senhora da Graça do Divor dispõe de várias associações recreativas que fomentam a convivência entre a população, a cultura e o desporto:


Associação Juvenil da Graça do Divor
Esta associação foi fundada a 01 de Fevereiro de 1990. Fazem parte da Direcção desta Associação dezassete jovens com idades compreendidas entre os dezassete e os vinte e oito anos. Actualmente, conta com cento e dez sócios, sendo a quota mensal de um euro, com entradas livres em todas as actividades realizadas. Em Abril de 2002, procedeu à inauguração do Ciberespaço, permitindo o acesso livre a todos os seus sócios. As actividades mais relevantes ao longo do ano são as seguintes: Actividades de Carnaval, Baile da Pinha, Actividades da Páscoa, Baile da Rosa, Baile do Chapéu, Arraiais, Excursões, Actividades de Natal e ainda participação nas Festas Populares.

Associação de Caçadores da Graça do Divor
Os adeptos da caça viram esta associação ser fundada a 12 de Janeiro de 1995.Tem como objectivo é a criação e exploração de zonas de caça associativa, a defesa e promoção de todos os interesses que se prendam ou relacionem com as espécies cinegéticas e o exercício da caça, promovendo a educação ecológica e a preservação da natureza.
A reserva associativa de caça desta Associação está inserida nos Concelhos de Évora, Arraiolos e Montemor-o-Novo. Foi recuperado pelos sócios e pelos proprietários o Monte Valada dos Folgos que irá servir para a concentração dos sócios nas jornadas de caça assim como para se reunirem e passarem momentos de lazer.


Associação de Idosos e Reformados da Graça do Divor
Datada de Março de 1999, esta associação permite que os idosos tenham melhores condições de vida, e toda a ajuda necessária. Para tal, ela é constituída por um Lar da Terceira Idade, um Centro de Dia e Assistência domiciliária.

Grupo Desportivo Cultural e Recreativo da Graça do Divor
Este grupo, fundado a 25 de Junho de 1982, pretende promover e divulgar as actividades desportivas, culturais e recreativas nesta freguesia. É composto por quinze elementos e tem mais de noventa associados, e conta com vasto número de prémios e participações.
O Grupo Desportivo organiza todos os anos a festa de aniversário que ocorre no principio do mês de Julho, participa também nas Festas de Verão que ocorrem no último fim de semana de Agosto em colaboração com outras associações desta freguesia. Foi aprovado muito recentemente em Assembleia Geral a criação de uma secção de cicloturismo.
Este Grupo encontra-se em negociações com a Câmara Municipal de Évora para a aquisição de terreno que até então é propriedade da Câmara.

Casa do Povo da Graça do Divor
Este edifício de utilidade pública foi fundado nos anos 50.
No campo da restauração, esta simpática freguesia oferece locais agradáveis aos seus visitantes, para que possam revitalizar as suas energias.


Café-Restaurante “O Divor”
Proprietária: João Santos
Rua Principal
7000-019 Nossa Senhora da Graça do Divor - Évora
Tel.: 266967165

Café “Casa do Povo”
Proprietária: Maria Helena Raminhos Fernandes
Largo 25 de Abril
7000-019 Nossa Senhora da Graça do Divor — Évora

Café “Moinho Vento”
Proprietária: Maria do Carmo Lopes
Rua do Moinho de Vento
7000-019 Nossa Senhora da Graça do Divor - Évora
Tel.: 266967117

Para quem procura diversão e alegria, esta freguesia propõe:


Snack-Bar “O Bezica”
Proprietário: Henrique Mamede
Rua de Évora
7000-019 Nossa Senhora da Graça do Divor - Évora

O acesso a Graça do Divor pode ser feito pelas Estradas Nacionais 4, 114, 114-4 e 370, pelas Estradas Municipais 527 e 529, e pela Auto-Estrada 6.

O património arquitectónico da freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor é muito diversificado e rico, em termos culturais. Apresenta vestígios arqueológicos dos primeiros povos, que remontam ao período da Pré-História, nomeadamente ao Neolítico, à Idade do Bronze e ao período Romano. Devido ao estado de conservação, não se pode estabelecer uma cronologia absoluta, defende-se,no entanto, que estes monumentos terão aparecido durante o período que decorre entre 5500 e 3000 a.C.. Os mais conhecidos megalíticos, atribuídos ao período da Pré-História são os Menires, os Cromeleques e as Antas.


Menires
Estes monólitos, fincados no chão, podem ser admirados no lugar de Casbarras, onde existem quatro, e no Pátio do Azinhal.

Cromeleques
Os recintos formados por vários Menires, alguns decorados com gravuras, são designados por Cromeleques. Estes recintos podem ser avistados em Portela de Mogos e Vale Maria Meio.
Formado por um conjunto de cerca de trinta menires, o Cromeleque de Portela de Mogos foi ainda frequentado, em meados do segundo milénio, com propósitos de índole mágico-religiosos. A presença de fragmentos de taças encontradas, após um abandono ocorrido durante o Calcolítico confirma esta situação.
Tal como o anterior, o recinto megalítico de Vale Maria Meio é composto por cerca de trinta menires graníticos, formando, actualmente, um arco de ferradura alongado. Nas paredes de dois monólios descobriram-se gravuras como círculos, ferraduras e báculos. Em Dezembro de 1995, foram implantados, com êxito e muito esforço colectivo, dois menires de grandes dimensões.

Antas
Descritas como estruturas dolménicas cobertas por pequenos montes de pedras ou terra, eram constituídas por uma câmara poligonal. Esta era aberta, para o exterior, através de um corredor formado por pedras fincadas no chão, designadas de Lages. Existem em grande quantidade e em diversos sítios da freguesia, nomeadamente em:


-Antas da Cabeceira da bacia do rio de Almansor

-Alcanede ( 3 antas)

-Almansor Grande (2 antas)

-Amendoeira

-Azinheira

-Fonte do Abade

-Cegonheira (2 antas)

-Silval (4 antas)

-Vale de Sobrados

-Valeira (2 antas - pertence a um conjunto mais vasto que se prolonga para Ocidente)

Desta três tipologias, as opiniões divergem quanto ao aparecimento da primeira. Alguns autores defendem que os menires e cromeleques são mais antigos que as antas, baseando-se na associação entre os dois monumentos, e na cerâmica com vestígios típicos do Neolítico Antigo/ Médio. As antas eram classificadas como sendo do Neolítico Médio/ Final. Outros defendem o contrário, tendo sido as antas a surgirem primeiro, sustentando que no Neolítico antigo não havia capacidade social para este tipo de construções.

Morgado da Oliveira
Este morgadio, situado em terras reais da Valeira, foi fundado pelo arcebispo de Braga D. Martinho de Oliveira, a 13 de Agosto se 1286.
Em meados do século XIX, sofreu grandes alterações que não chegaram a ser concluídas, contudo são de destacar alguns portados de granito, cunhais de cantaria lavrada, escadarias exteriores e várias salas do rés-do-chão.

Solar da Sempre Noiva
Situado nos termos da freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor, este solar tem por acesso a Estrada Nacional 370. Enquadra-se num meio rural, numa planície, dentro de cerca murada mas harmonizado com a bela paisagem que o rodeia. Edificado no final do século XV, de arquitectura manuelina mudejar, este magnifico paço aparenta ter sido aumentado. É constituído por um soberbo torreão de dois pisos, um vasto salão térreo e por janelas enormes de molduras em bisel, possivelmente do século XIV.
A justificação do seu nome poderá estar na existência de uma planta rústica que os latinos designam de “centinodia”.
A este solar se liga, possivelmente, a novela “Menina e Moça” de Bernardim Ribeiro, e a tragédia de Diogo Gil Magro , que ai insultou Álavro Mendes de Vasconcelos, razão pela qual foi morto, no castelo de Arraiolos.

O Horto da Sempre Noiva está incluído na zona de protecção do Solar da Sempre Noiva. É uma pequena extensão que se caracteriza com um horto de recreio, ao estilo mudejar.

Fonte do Pomar de Divor ou do Espinheiro
Datada do século XVI, esta fonte de estilo manuelino, fica situada num ex-pomar que foi adquirido, em 1484 pela comunidade gerónima de Santa Maria do Espinheiro. A sua planta é irregular, existindo no seu interior um poço de gargalo octogonal e bancos em pedra, outrora com azulejos de oficina Sevilhana.

Nascentes da Água da Prata
É em Nossa Senhora da Graça do Divor, perto da Igreja, que se situam as principais nascentes e captações da água da prata. Esta água é guiada, por gravidade, até à cidade de Évora, circulando em canos enterrados. O conhecido Aqueduto da Água da Prata, importante obra pública do século XVI a mando de D. João III, abastecia a cidade. Desta forma, regulava a água evitando as secas crónicas, que muitas vezes resultava em doenças e mortes.

Ermida de Santa Catarina ou Santa Catarina do Aviado
Registada em Graça do Divor, esta ermida dista a cerca de 5 Km de Évora, na Estrada Nacional Évora — Arraiolos, acessível por um caminho particular da Herdade de Monte da Brito. Fica situada numa pequena elevação de terreno, num meio rural, em isolada e vasta herdade com oliveiras, terras de montado, pasto e lavradio. Relativamente perto, existe um ribeiro e a casa do ermitão. Esta pequena ermida quinhentista e manuelina de nave única, era antecedida por um alpendre, já desaparecido, e possuía cunhais e remates de alçados em granito rústico. As pinturas murais são características do inicio do segundo quartel do século XVI. Um dos painéis, apresenta um substracto de pintura mais antiga, de características ainda medievais, provavelmente realizadas a estampilha.

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça do Divor
Não se sabe ao certo quando é que a Igreja Paroquial foi construída, no entanto, há vestígios da sua existência datados de 1536. Resultado da reforma do anterior, a actual estrutura remonta ao século XVII. Edificada numa pequena elevação do terreno, na freguesia, a Igreja é antecedida por um adro com um cruzeiro em mármore. Esta arquitectura do período tardo-renascença possui uma nave única, com nártex, dois altares laterais na zona do cruzeiro e elementos barrocos na decoração dos azulejos. O pórtico, de três arcos de volta perfeita e duas portadas retangulares, tem um frontão entrecortado e nicho composto pela imagem da padroeira. No friso do Pórtico existe a inscrição: “Divorum hanc molem domiane posvere/ Coloni gratia svbtantonvmine certa manet.”

Vila Romana da Herdade da Azinheira
Segundo a tradição oral, este lugar era designado por Cidade de Nica, e é detentor de vários vestígios romanos. Apresenta vários objectos em cerâmica, nomeadamente bordos e asas de ânforas, um pano de parede com cerca de três metros de altura, tecelãs policromadas e fundamentos de algumas divisões. No exterior, existem cilhares de granito na passagem da ribeira de Capelos e um podium de um pequeno templo.

Fonte do Abade
Esta fonte possui uma inscrição funerária em latim.