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Tradição

 

As lendas e tradições dos povos são, muitas vezes, usadas como forma de explicação de algo. Revelam vivências, crenças, atitudes que fantasiam o imaginário de quem as ouve. Como já foi referido, a freguesia possui nascentes com água de muito boa qualidade. Reza a tradição que as pessoas dirigem-se à fonte da Carraça por causa desta água. Consta que ela cura todas as doenças dos rins.


Todas as festas são de componente religiosa, vividas com muita fé, mas acarretam, também muita alegria e diversão, animadas com música e danças.

Festa de Nossa Senhora da Graça do Divor

A festa tradicional em Honra de Nossa Senhora da Graça do Divor é celebrada durante o ultimo fim de semana do mês de Agosto.


Festa de Aniversário do Grupo Desportivo

Esta festa comemora o aniversário do Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de Nossa Senhora da Graça do Divor, no início do mês de Julho.

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Artesanato

 

A manifestação artesanal de Nossa Senhora da Graça do Divor é diversificada e importante. Dando continuação aos costumes, o artesanato projecta esta freguesia num conjunto de tradições que nos permitem ter um conhecimento mais vasto desta região alentejana. Dos artesãos destaca-se o Sr. Francisco Charrua, que manufactura peças em Chifre de Vaca, de Veado e de Marfim. Existe, ainda, a confecção de Miniaturas de Mobiliário Alentejano.

 

 

Gastronomia

 

A gastronomia contribui sempre para despertar a curiosidade e o interesse. O visitante, apreciador de uma boa confecção, poderá encontrar, em Nossa Senhora da Graça do Divor, saborosas especialidades alentejanas. Confecciona pratos como: Açorda Alentejana, Migas com Carne de Porco, Ensopado de Borrego, Sopa da Panela, Pé de Porco de Coentrada ou enchidos de Porco. Destes destacam-se:

 


Sopa da Panela

Ingredientes:
½ Kg de Borrego
250g de Toucinho
250g de Chouriço
Sal q.b.
Hortelã q.b.
Água q.b.
Pão q.b.
1 Cebola

Preparação:
Põe-se a água ao lume com a cebola e deitam-se as carnes a cozer. Quando estas estiverem cozidas, tiram-se e colocam-se numa terrina com fatias de pão e hortelã. Deita-se o caldo por cima e acompanha-se com a carne.

 

Açorda Alentejana

Ingredientes:
1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1/5 litro de água a ferver
400 gramas de pão caseiro (duro)
4 ovos

Preparação:
Esmagam-se muito bem num almofariz, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, e o sal grosso.
Coloca-se esta papa numa terrina ou tigela, rega-se com azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente os ovos foram escalfados. Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. Verte-se o caldo sobre pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos, conforme o gosto. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina.


 

Migas com Carne de Porco

Ingredientes:
100 grs de toucinho
500 grs de entrecosto de porco
3 dentes de alho
1 colher de chá de massa de pimentão
450 grs de pão tipo caseiro duro
1,5l de água
Sal

Preparação:
Corta-se o toucinho às tiras e coloca-se ao lume, num tacho de barro, até derreter. Nessa gordura, frita-se o entrecosto, cortados aos pedacinhos e previamente temperado com sal, sal e massa de pimentão. Depois de frito, retira-se do tacho e introduz-se os dentes de alho esmagados a alourar. Junta-se, de seguida, tiras finas de pão e deixa-se fritar um pouco. Adiciona-se a água a ferver e o sal. Tapa-se o tacho, ferve novamente e na altura de servir, envolve-se e coloca-se na travessa com o entrecosto à volta.

 

Ensopado de Borrego

Ingredientes:
(para 8 pessoas)

2 kg de carne de borrego (costeletas e sela)
500 g de cebolas
2 colheres de sopa de farinha
200 g de banha
5 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de sopa de pimenta em grão
1 colher de sobremesa de colorau doce
1 ponta de malagueta
1 kg de pão caseiro ou de segunda
sal

Preparação:
Corta-se a carne em bocados e passam-se pela farinha. Retiram-se 3 colheres de sopa de banha e aquece-se a restante num tacho de barro. Introduz-se a carne e deixa-se alourar.
Noutro tacho de barro, faz-se um refogado com a restante banha, as cebolas cortadas às rodelas, os dentes de alho cortados, o louro e a pimenta em grão.
Introduz-se a carne no refogado, assim como os restantes temperos e a água necessária para o ensopado, que pode ser acrescentada se necessário.
Na altura de servir, coloca-se o pão cortado em fatias numa terrina, sobre a qual se deita o caldo do ensopado.
A carne pode-se servir juntamente com o ensopado, ou servir-se à parte numa travessa mas ao mesmo tempo.

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Património

 

O património arquitectónico da freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor é muito diversificado e rico, em termos culturais. Apresenta vestígios arqueológicos dos primeiros povos, que remontam ao período da Pré-História, nomeadamente ao Neolítico, à Idade do Bronze e ao período Romano. Devido ao estado de conservação, não se pode estabelecer uma cronologia absoluta, defende-se, no entanto, que estes monumentos terão aparecido durante o período que decorre entre 5500 e 3000 a.C.. Os mais conhecidos megalíticos, atribuídos ao período da Pré-História são os Menires, os Cromeleques e as Antas.


 

Menires
Estes monólitos, fincados no chão, podem ser admirados no lugar de Casbarras, onde existem quatro, e no Pátio do Azinhal.

 

Cromeleques
Os recintos formados por vários Menires, alguns decorados com gravuras, são designados por Cromeleques. Estes recintos podem ser avistados em Portela de Mogos e Vale Maria Meio.
Formado por um conjunto de cerca de trinta menires, o Cromeleque de Portela de Mogos foi ainda frequentado, em meados do segundo milénio, com propósitos de índole mágico-religiosos. A presença de fragmentos de taças encontradas, após um abandono ocorrido durante o Calcolítico confirma esta situação.
Tal como o anterior, o recinto megalítico de Vale Maria Meio é composto por cerca de trinta menires graníticos, formando, actualmente, um arco de ferradura alongado. Nas paredes de dois monólios descobriram-se gravuras como círculos, ferraduras e báculos. Em Dezembro de 1995, foram implantados, com êxito e muito esforço colectivo, dois menires de grandes dimensões.

 

Antas
Descritas como estruturas dolménicas cobertas por pequenos montes de pedras ou terra, eram constituídas por uma câmara poligonal. Esta era aberta, para o exterior, através de um corredor formado por pedras fincadas no chão, designadas de Lages. Existem em grande quantidade e em diversos sítios da freguesia, nomeadamente em:

-Antas da Cabeceira da bacia do rio de Almansor

-Alcanede ( 3 antas)

-Almansor Grande (2 antas)

-Amendoeira

-Azinheira

-Fonte do Abade

-Cegonheira (2 antas)

-Silval (4 antas)

-Vale de Sobrados

-Valeira (2 antas - pertence a um conjunto mais vasto que se prolonga para Ocidente)

Desta três tipologias, as opiniões divergem quanto ao aparecimento da primeira. Alguns autores defendem que os menires e cromeleques são mais antigos que as antas, baseando-se na associação entre os dois monumentos, e na cerâmica com vestígios típicos do Neolítico Antigo/ Médio. As antas eram classificadas como sendo do Neolítico Médio/ Final. Outros defendem o contrário, tendo sido as antas a surgirem primeiro, sustentando que no Neolítico antigo não havia capacidade social para este tipo de construções.

 

Morgado da Oliveira
Este morgadio, situado em terras reais da Valeira, foi fundado pelo arcebispo de Braga D. Martinho de Oliveira, a 13 de Agosto se 1286.
Em meados do século XIX, sofreu grandes alterações que não chegaram a ser concluídas, contudo são de destacar alguns portados de granito, cunhais de cantaria lavrada, escadarias exteriores e várias salas do rés-do-chão.

 

Solar da Sempre Noiva
Situado nos termos da freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor, este solar tem por acesso a Estrada Nacional 370. Enquadra-se num meio rural, numa planície, dentro de cerca murada mas harmonizado com a bela paisagem que o rodeia. Edificado no final do século XV, de arquitectura manuelina mudejar, este magnifico paço aparenta ter sido aumentado. É constituído por um soberbo torreão de dois pisos, um vasto salão térreo e por janelas enormes de molduras em bisel, possivelmente do século XIV.
A justificação do seu nome poderá estar na existência de uma planta rústica que os latinos designam de “centinodia”.
A este solar se liga, possivelmente, a novela “Menina e Moça” de Bernardim Ribeiro, e a tragédia de Diogo Gil Magro , que ai insultou Álavro Mendes de Vasconcelos, razão pela qual foi morto, no castelo de Arraiolos.

O Horto da Sempre Noiva está incluído na zona de protecção do Solar da Sempre Noiva. É uma pequena extensão que se caracteriza com um horto de recreio, ao estilo mudejar.

 

Fonte do Pomar de Divor ou do Espinheiro
Datada do século XVI, esta fonte de estilo manuelino, fica situada num ex-pomar que foi adquirido, em 1484 pela comunidade gerónima de Santa Maria do Espinheiro. A sua planta é irregular, existindo no seu interior um poço de gargalo octogonal e bancos em pedra, outrora com azulejos de oficina Sevilhana.

 

Nascentes da Água da Prata
É em Nossa Senhora da Graça do Divor, perto da Igreja, que se situam as principais nascentes e captações da água da prata. Esta água é guiada, por gravidade, até à cidade de Évora, circulando em canos enterrados. O conhecido Aqueduto da Água da Prata, importante obra pública do século XVI a mando de D. João III, abastecia a cidade. Desta forma, regulava a água evitando as secas crónicas, que muitas vezes resultava em doenças e mortes.

 

Ermida de Santa Catarina ou Santa Catarina do Aviado
Registada em Graça do Divor, esta ermida dista a cerca de 5 Km de Évora, na Estrada Nacional Évora — Arraiolos, acessível por um caminho particular da Herdade de Monte da Brito. Fica situada numa pequena elevação de terreno, num meio rural, em isolada e vasta herdade com oliveiras, terras de montado, pasto e lavradio. Relativamente perto, existe um ribeiro e a casa do ermitão. Esta pequena ermida quinhentista e manuelina de nave única, era antecedida por um alpendre, já desaparecido, e possuía cunhais e remates de alçados em granito rústico. As pinturas murais são características do inicio do segundo quartel do século XVI. Um dos painéis, apresenta um substracto de pintura mais antiga, de características ainda medievais, provavelmente realizadas a estampilha.

 

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça do Divor
Não se sabe ao certo quando é que a Igreja Paroquial foi construída, no entanto, há vestígios da sua existência datados de 1536. Resultado da reforma do anterior, a actual estrutura remonta ao século XVII. Edificada numa pequena elevação do terreno, na freguesia, a Igreja é antecedida por um adro com um cruzeiro em mármore. Esta arquitectura do período tardo-renascença possui uma nave única, com nártex, dois altares laterais na zona do cruzeiro e elementos barrocos na decoração dos azulejos. O pórtico, de três arcos de volta perfeita e duas portadas retangulares, tem um frontão entrecortado e nicho composto pela imagem da padroeira. No friso do Pórtico existe a inscrição: “Divorum hanc molem domiane posvere/ Coloni gratia svbtantonvmine certa manet.”

 

Vila Romana da Herdade da Azinheira
Segundo a tradição oral, este lugar era designado por Cidade de Nica, e é detentor de vários vestígios romanos. Apresenta vários objectos em cerâmica, nomeadamente bordos e asas de ânforas, um pano de parede com cerca de três metros de altura, tecelãs policromadas e fundamentos de algumas divisões. No exterior, existem cilhares de granito na passagem da ribeira de Capelos e um podium de um pequeno templo.

 

Fonte do Abade
Esta fonte possui uma inscrição funerária em latim.

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