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BREVE
HISTORIAL
Entre a
idade média e o ano de 1841, Évora teve cinco freguesias
urbanas: Sé, S. Pedro, S. Mamede e St.º Antão. Num curto
período do governo do Arcebispo D. Teotónio de Bragança
(séc. XVI) existiu a de S. Joãozinho. Em 1840 foi extinta a
de Santiago e integrada na de S. Mamede. As quatro
freguesias restantes permaneceram até há pouco tempo.
1997 marcou uma mudança importante: o Projecto Lei
apresentado pela CDU através do deputado eleito pelo PCP no
distrito foi aprovado pela Assembleia da República, dando
lugar à criação de novas freguesias e à reorganização
administrativa das freguesias da Sé e S. Pedro. Surgiram,
assim, quatro novas freguesias na cidade extramuros:
Malagueira, Horta das Figueiras, Bacêlo e Senhora da Saúde.
A criação das novas freguesias obedeceu a dois
grandes objectivos:
-
Aproximar o Poder Local das populações, ter um
conhecimento mais próximo das suas necessidades e
resolver eficazmente os seus problemas.
-
Revitalizar a vida sócio-económica e cultural das
freguesias, acentuando o sentido de presença.
Junta de Freguesia
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Freguesias
Urbanas (extramuros) de Évora
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Évora 1501
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Vista actual
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Até à
década de 40 do séc.XX, a zona urbana de Évora
limitava-se à cidade intramuros. Todo o espaço não
integrado dentro das muralhas medievais era constituído
por quintas, hortas, ferragiais e vinhas. Alguns
topónimos permaneceram até hoje: Poço entre Vinhas,
Malagueira, Picada, Fontanas, Escurinho, Quinta da Vista
Alegre, entre outros. Muitos edifícios testemunham
esta ocupação, ainda que outros tenham desaparecido,
como ermida de Nossa Senhora da Glória, que se
localizava junto ao Chafariz das Bravas.
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Legenda:
1
- Quinta da Manizola. séc. XIX. Pertenceu ao
visconde da Esperança e foi a Quinta do
Arcediago, propriedade
de André de Resende.
2
- Convento da Cartuxa. sécs. XVI, XVIII, XX.
3
- Igreja da Cartuxa. sécs. XVI, XVIII, XX.
4
- Moinhos do Alto de S. Bento. séc XIX ?
5
- Aqueduto da Água de Prata. séc. XVI. MN dec.
16/08/1910
6
- Convento de s. Bento de Cástris. Sécs. XIV,
XVI, XX. Sede da Casa Pia Masculina.
MN Dec. 8
218 de
19/06/1910.
7
- Ermida de S. Caetano ou S. Cornélio. séc. XVI,
XIX.
8
- Quinta da Malagueira. séc. XIX / XX.
Edifícios, jardins e fontes. Pertenceu ao Conde
de ervideira.
9
- Chafariz das Bravas. séc. XV, IIP.
10
- Nora do Escourinho ou da Picada.
11
- Capela e Paço Rural de S. José da Peramanca.
12
- Ermida de Santo Antonico. séc. XVIII.
13
- Cruzeiro da Picada. séc. XVIII.
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13
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A
expansão urbanística da cidade na zona extramuros,
fez-se, na sua maior parte, à margem de estudos
urbanísticos, com excepção de duas zonas, uma a nascente
(Zona de urbanização n.º1) e outra a poente (iniciativa
privada: Quinta da Vista Alegre, quinta St.ª Catarina,
Tapada do Ramalho). Em 1975, a cidade tinha cerca de
40.000 habitantes, dos quais 2/3 habitavam fora das
muralhas, distribuídos por 28 bairros "clandestinos",
destes apenas 7 possuiam um estudo urbanístico, 11 não
tinham água, 17 não tinham esgoto e poucos tinham
arruamentos pavimentados. Os moradores organizam-se,
mostram-se dispostos a colaborar, mas exigem do
Município a construção dessas infra-estruturas. Após
o 25 de Abril, o Poder Local democrático rouxe um novo
entendimento dos problemas de habitação, que em Évora se
traduziu, entre outros aspectos, na recuperação de
"clandestinos" e no desenvolvimento das cooperativas de
habitação.

Boa
Vontade:
400 fogos constrídos na freguesia; tem sede
social. |

Habitévora:
288 fogos construídos na freguesia; tem sede
social e polidesportivo em construção |
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Giraldo
sem Pavor:
319 fogos construídos na freguesia; tem sede
social e polidesportivo; promoção de
actividades culturais e desportivas |
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Em 1977, a
Câmara Municipal de Évora convidou o Arq. Siza Vieira para
desenvolver o plano de Pormenor da Malagueira, na zona Oeste
da cidade. Do olhar de Siza Vieira sobre o Alentejo e a
cidade e o contributo popular, nasceu o projecto da
Malagueira; é o resultado de um trabalho conjunto do Arq.
Siza Vieira com vários técnicos e com a participação activa
dos futuros moradores em numerosas reuniões e plenários. O
seu principal mérito não assenta no valor artístico, no
diálogo que estabelece com a arquitectura da cidade antiga,
mas também na experiência cultural e cívica que representa.
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 Desenho de Siza Vieira |
 Início da construção da Malagueira
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 Aspecto actual |
A
Malagueira "é hoje um pedaço de cidade viva, que
estabeleceu as suas ligações, as suas conexões, com as
grandes quintas, com os quarteirões das casas
clandestinas, com a cidade antiga. A Malagueira cresceu
na dor e na luta para atingir esse momento de
serenidade, tão esperado por siza, de equilíbrio entre o
novo e o existente, entre o construído e o natural".
BEAUDIN, laurent, "Siza", L' Architecture D' Aujourd'
hui, Dez. 1991, pág. 54
Este
projecto de Siza Vieira tem sido distinguido desde o seu
início com um conjunto extraordinário de prémios, alguns
de âmbito internacional. Frequentemente o bairro é
percorrido por grupos curiosos, na maioria dos casos
estudantes de arquitectura provenientes de todo o mundo,
atraídos pelo desafio que esta sua proposta representa.
Mas nesta freguesia existem também outros edifícios
merecedores de destaque pelas soluções arquitectónicas
que a apresentam.
1, 2, 3 - Bairro da
Malagueira, aspectos
parciais.
4 - Quinta do monte
Redondo.
5 - Quinta da Vista
Alegre.
6 - Bairro António Sérgio.
7 - Comissão de
Coordenaçao da Região do Alentejo
8 - Espaço
comercial. |
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Ocupação Urbana dos Bairros Clandestinos à Actualidade
Anos 30/40
 St.ª Maria |
 Sr.ª da Glória |
 Três Bicos |
Anos 70
 Torralva |
 Fontanas |
 Espadas (zona transição) |
Anos 60
 Vista Alegre |
 Tapada do Ramalho |
 St.ª Catarina |
Anos 70
 Cruz da Picada |
 Malagueira |
 António Sérgio |
Anos 80
 Escurinho |
 Alto dos Cucos |
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Anos 90
 Vila Académica |
 Quinta do Mte. Redondo |
 Vilas da Cartuxa |
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