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A Ecopista atravessa paisagens tipicamente alentejanas, predominantemente de montado e olival.
Ao longo do percurso encontrará alguma informação sobre a vegetação circundante.

Sobreiro

O sobreiro pertence à família das Fagáceas e ao género Quercus. A cortiça que se extrai dos sobreiros é um tecido vegetal denominado por súber, donde advém o nome científico (Quercus suber).
É uma árvore de porte médio que pode atingir uma altura média de 15 a 20 m. Tem um crescimento lento, levando cerca de meio século a atingir a sua fase de maturidade. O tronco tem uma casca espessa, vulgarmente designada por cortiça. As suas folhas são persistentes e o seu fruto é a glande ou lande, vulgarmente conhecida por "bolota".
O sobreiro está concentrado na bacia do Mediterrâneo. Em Portugal ocorre com especial incidência a Sul do Tejo onde, frequentemente, forma montados. O montado é um sistema agro-silvo-pastoril extensivo, resultante da intervenção humana nos bosques mediterrâneos originais, que combina uma elevada importância socio-económica com uma excepcional diversidade biológica.
A bolota é a base da alimentação do porco preto e o principal distintivo na qualidade da sua carne na produção de presuntos e enchidos.

 
Cortiça

A cortiça é um bom isolador térmico e acústico, sendo largamente utilizada no fabrico de rolhas, revestimentos, tapetes, palmilhas... Os desperdícios são aproveitados na indústria de linóleo, serradura de cortiça e fabrico de aglomerados. Em Portugal as tiradas de cortiça ocorrem de nove em nove anos.
Portugal produz mais de metade da cortiça mundial.

Olival

A oliveira (Olea europea var. sativa) pode atingir até 15m de altura, de grande longevidade, de folhas persistentes, verdes/prateadas e troncos retorcidos, com frequência tortuosos, resistente à secura e bem adaptada a solos calcários.
É uma árvore das regiões mediterrânicas. Em Portugal ocorre em praticamente todo o país à excepção das regiões frias.
O olival é um povoamento de oliveiras, espécie cultivada com o objectivo da produção da azeitona, destinada à conserva e produção de azeite - óleo natural muito utilizado na alimentação mediterrânea, de reconhecidas qualidades.
Desde a antiguidade que o ramo de oliveira é considerado um símbolo de Paz e de boa Vontade.

Galeria Ripícola (Rio Xarrama)


Um curso de água constitui uma singularidade ambiental e paisagística dentro das características biogeográficas gerais da área onde se encontra. A maior disponibilidade hídrica e o ambiente mais fresco e sombrio determinam a ocorrência de espécies melhor adaptadas a estas condições.
A vegetação que se desenvolve nestas condições chama-se galeria ripícola.
Algumas plantas típicas de galerias ripícolas que pode encontrar:

Choupo, Populus nigra
Freixo, Fraxinus angustifolia
Sabugueiro, Sambucus nigra
Loureiro, Laurus nobilis
Salsaparrilha, Smilax aspera
Hera, Hedera helix
Jarro, Arum italicum
Silva, Rubus ulmifolius

A galeria ripícola também é um local que atrai diferentes espécies de aves que aqui encontram protecção, alimento e condições de nidificação.

O Loureiro

O loureiro (Laurus nobilis), originário da região mediterrânea é uma árvore que pode atingir cerca de 20m de altura. Apresenta ramagem densa e perene de folhas verdes escuras. As suas folhas libertam um aroma muito agradável, sendo por isso frequentemente utilizadas como tempero na cozinha tradicional alentejana.
É também muito utilizado como planta ornamental em parques e jardins.
A sua abundância nesta zona originou o topónimo mais antigo da região - Louredo.
A planta é conhecida desde a Grécia antiga, onde as coroas feitas de folhas de louro eram entregues aos vencedores de competições como símbolo da vitória. Daí a expressão "louros da vitória".