DESIGNAÇÃO
Miliário da Mitra

DESCRIÇÃO
Marco miliário da via romana que ligava Ebora a Salacia (Alcácer do Sal) - provável troço do itinerário XII de Antonino que fazia a ligação entre Olisipo (Lisboa) e Emerita Augusta (Mérida).
Apesar de anepígrafo a sua localização deverá corresponder à marcação da VII milha (m.p.), contada a partir de Évora.
Altura: 1.30 m
Diâmetro: aprox. 0,45m

CRONOLOGIA
Desconhecida. Características tipológicas do séc. II/III d. C.

   
DESIGNAÇÃO
Recinto Megalítico dos Almendres
Vulg. Cromeleque dos Almentres; Pop. "Alto das Pedras Talhas"

DESCRIÇÃO
Maior monumento megalítico da Península Ibérica e um dos mais antigos monumentos da Humanidade, constituído por perto de uma centena de monólitos, alguns deles com gravuras. Apresenta uma planta oval, resultante de acrescentos e remodelações ao longo do tempo. Originalmente teria uma estrutura em forma de ferradura, aberta a nascente, à semelhança de outros recintos megalíticos conhecidos na região.

CRONOLOGIA
C. de 7000 anos. Neolítico Antigo.

FUNÇÃO
Desconhece-se a sua função. Dados arqueológicos recentes têm evidenciado a relação posicional de alguns monólitos com os movimentos astronómicos elementares do sol e da lua na marcação dos equinócios e solstícios. Por outro lado, alguns elementos decorativos e a aparente esquematização antropomórfica dos menires poderão constituir, à escala monumental, a primeira representação escultórica das linhagens de poder.


PROTECÇÃO
Imóvel de Interesse Público (735/74, DG 297 de 21-12-1974)

   

DESIGNAÇÃO
Anta Grande do Zambujeiro

DESCRIÇÃO
A mais alta estrutura funerária megalítica da Europa. Os sete esteios da câmara atingem 6 metros de altura. Apresenta corredor longo e orientado a nascente que, tal como a câmara, era coberto com tampas monolíticas. Toda a estrutura funerária estava originalmente oculta no interior da mamoa - enorme colina artificial com cerca de 50 metros de diâmetro, constituída por compactação de pedra miúda e terra e que ainda hoje envolve parcialmente a estrutura pétrea.

CRONOLOGIA
C. IV/III milénio a C. Neolítico Médio/Final

FUNÇÃO
Funerária, com deposição de objectos votivos.

PROTECÇÃO
Monumento Nacional (516/71, DG 274 de 22-11-1971).

   
DESIGNAÇÃO
Anta do Pardieiro/Provença

DESCRIÇÃO
Estrutura funerária de pequenas dimensões, sem vestígios de corredor. Possivelmente proto-megalítica.

CRONOLOGIA
Neolítico Antigo.

FUNÇÃO
Funerária, possivelmente individual.

   
DESIGNAÇÃO
Castelo de Giraldo

DESCRIÇÃO
Estrutura fortificada proto-histórica geralmente atribuída à época do Bronze, mas com presença de diversos períodos de ocupação atendendo aos materiais recolhidos pelas campanhas de escavação de Afonso do Paço (1960/61, 1971/72). A actual muralha de planta sub-circular, com um perímetro exterior de 114 metros, deve pertencer ao período de ocupação medieval.
A mais antiga referência que se conhece ao Castelo de Giraldo data do início do séc.XV, já então identificada como fortificação ligada à presença do guerreiro que conquistou Évora aos muçulmanos em 1165.

CRONOLOGIA
Níveis de ocupação do Calcolítico, Bronze e Medieval.

FUNÇÃO
Povoado fortificado.

   
DESIGNAÇÃO
Povoado Proto-Histórico da Coroa do Frade

DESCRIÇÃO
Estrutura fortificada proto-histórica de planta ovóide alongada, orientada Este-Oeste, atribuída ao período do Bronze Final, época em que se regista o principal núcleo de cerâmicas brunidas com decoração incisa de cariz geométrico. Bem encaixada nas curvas de nível da elevação que terá sido chamada na Idade Média "Cabeça de Meio Mundo", esta fortificação apresenta duas linhas de muralhas que subdividiam o espaço e hierarquizavam a sua funcionalidade.
A proximidade geográfica e temporal liga esta estrutura ao universo cultural do "Castelo do Giraldo".

CRONOLOGIA
Bronze Final.

FUNÇÃO
Povoado fortificada.

   
DESIGNAÇÃO
"Pedra da Pinha"

DESCRIÇÃO
Padrão comemorativo, talhado em mármore branco em forma de obelisco, foi edificado sobre um afloramento granítico à beira da antiga estrada romano-medieval que ligava Évora a Alcácer do Sal, em terrenos pertencentes à Mitra (actual pólo Universitário da UE). O nome popular deve-se ao ornamento que encima o monumento em forma de pinha - símbolo antigo da abundância e da concórdia. Tem gravado no soco, em caracteres clássicos, a data de 6 de Agosto de 1792 (ano em que D. João VI assumiu a regência por incapacidade da mãe, D. Maria I).

FUNÇÃO
Monumento comemorativo. Desconhecem-se as circunstâncias da sua edificação e o facto que celebra.

   
DESIGNAÇÃO
Villa romana da Tourega

DESCRIÇÃO
Conjunto arqueológico que corresponde à área das termas de uma villa, identificado pela primeira vez, no séc. XVI, por André de Resende. As termas, que foram varias vezes remodeladas desde o séc. I até ao séc. IV, eram constituídas por um edifício com salas e tanques com banhos frios e quentes, com os respectivos sistemas de aquecimento e um grande tanque de armazenamento de água.
A villa, de que se não conhece a restante área habitacional, situava-se perto do itinerário que ligava Ebora a Salacia (Alcácer do Sal). Pertenceu, no início do séc. III, ao senador Quinto Júlio Máximo, como consta de uma lápide funerária actualmente no Museu de Évora.

CRONOLOGIA
Período romano, com níveis de ocupação continuada do séc. I ao IV.

FUNÇÃO
Higiénica e social.

PROTECÇÃO
Em vias de classificação.

   
DESIGNAÇÃO
Convento do Bom Jesus de Valverde

DESCRIÇÃO
Complexo monástico da ordem Capucha actualmente integrado no Pólo Universitário da Mitra da UE, foi edificado em meados do séc. XVI a instâncias do Cardeal D. Henrique. Destaca-se a notável igreja renascentista de planta centralizada, outrora decorada com retábulos atribuídos a Gregório Lopes e o claustro de planta quadrada e feição clássica. Na área do horto, também conhecido por "Jardim de Jericó", conservam-se várias estruturas hidráulicas construídas entre os séculos XVI e XVIII, de que se destacam pela sua monumentalidade o aqueduto, a "Casa da Água" (poço-cisterna) e o tanque circular também chamado dos Cardeais.

CRONOLOGIA
Séc. XVI

FUNÇÃO
Descanso e retiro espiritual dos clérigos da Mitra (diocese) de Évora.


PROTECÇÃO
Imóvel de Interesse Público (735/74, DG 297 de 21-12-1974)

   
DESIGNAÇÃO
Ponte do Monte da Ponte

DESCRIÇÃO
Ponte antiga sobre a ribeira de Valverde com dois arcos de volta perfeita e um talhamar no pegão central. O tabuleiro de perfil horizontal, com cerca de 28m de comprimento por 4m de largura, tem guardas baixas e restos do pavimento original em calçada.
Esta ponte, cuja antiguidade deve remontar pelo menos ao séc. XVIII, servia a antiga ligação viária entre Évora e Alcácer do Sal, com trânsito por Boa Fé, Torre da Giesteira, Escoural, S. Cristovão e Santa Susana.

FUNÇÃO
Passagem viária sobre a ribeira de Valverde

PROTECÇÃO
Em Vias de Classificação

   
DESIGNAÇÃO
Ponte do Lagar da Boa Fé

DESCRIÇÃO
Ponte antiga em bom estado de conservação, tem três arcos de volta perfeita de abertura desigual, com dois dos pegões protegidos por talhamares. Apresenta guardas baixas onde se abrem goteiras a montante. O tabuleiro de perfil horizontal com 27m por 3m, apresenta vestígios de alteamento em data indeterminada, talvez coincidente com a construção ou remodelação do lagar vizinho.
Esta ponte, cuja antiguidade deve remontar pelo menos ao séc. XVIII, servia a antiga ligação viária entre Évora e Alcácer do Sal, com trânsito por Boa Fé, Torre da Giesteira, Escoural, S. Cristovão e Santa Susana.

FUNÇÃO
Passagem viária sobre a ribeira de S. Brissos

PROTECÇÃO
Em Vias de Classificação

   
DESIGNAÇÃO
Anta de Pinheiro do Campo

DESCRIÇÃO
Estrutura funerária característica da cultura megalítica regional, conhecida e estudada desde o séc. XIX. O conjunto é composto pela laje de cobertura, câmara poligonal alongada de sete esteios e um pequeno corredor orientado a Nascente.
Em torno da estrutura pétrea ainda se encontram os vestígios da mamoa que cobria o monumento.

CRONOLOGIA
Neolítico Final / Calcolítico

FUNÇÃO
Funerária, com deposição de objectos votivos.

PROTECÇÃO
Monumento Nacional (DG 136 de 23-06-1910).

   
DESIGNAÇÃO
Caminho antigo da Provença

DESCRIÇÃO
Caminho rural antigo, de época indeterminada, que ligava a quinta da Provença a S. Brissos e Boa Fé pelas cotas altas da Serra Pedrosa/Montemuro. Do percurso, de que já pouco resta, subsiste, por algumas centenas de metros, o registo do primitivo "corte" (trincheira) e o empedrado rudimentar.

CRONOLOGIA
Medieval/Moderno.

FUNÇÃO
Viária.

   
DESIGNAÇÃO
Quinta da Provença

DESCRIÇÃO
Estrutura arquitectónica rural cujo fundamento histórico remonta ao séc. XV, época em que foi cedida aos "pobres" (eremitas) uma parcela dos matos de Montemuro. Desse primitivo ermitério ainda subsistem vestígios arquitectónicos no casario anexo à ermida de Nossa Senhora de Monserrate, obra rústica de frontão triangular com alpendre de três arcos e portal tardo-gótico do séc. XV ou XVI.
A quinta, que conserva a cerca do primitivo convento de Santa Catarina de Montemuro, apresenta um interessante sistema hidráulico para irrigação da horta, composto por uma rede de canais alimentados por uma barragem construída na encosta da serra.

CRONOLOGIA
Medieval/Moderno.

FUNÇÃO
Religiosa/ Agrícola.

Local não visitável

   
DESIGNAÇÃO
Menir dos Almendres

DESCRIÇÃO
O menir dos Almendres, de forma ovóide alongada, é um exemplar característico dos menires da região de Évora. Apresenta, na parte superior, um báculo gravado em baixo relevo, motivo muito comum ligado à economia agrária do Neolítico. A sua localização relaciona-se com a do recinto megalítico dos Almendres, dado que corresponde a uma direcção astronómica elementar: o alinhamento entre os dois monumentos coincide com o nascer do Sol no Solstício de Verão.

CRONOLOGIA
Neolítico Antigo/Médio.