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"Encostados às
grades da prisão
Olham o céo os
pallidos captivos.
Já com raios
obliquos, fugitivos,
Despende o sol um
ultimo clarão.
Entre sombras, ao
longe, vagamente,
Morrem as vozes na
extensão saudosa.
Cae do espaço,
pesada, silenciosa,
A tristeza das
cousas, lentamente.[...]"
ANTERO, "Os Captivos"
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actualizado em:
21-05-2004 |