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Manifesto de Antero
«O volver do século pede-nos
força, [...] impõe-nos um estoicismo à altura da ciência do tempo e dos
grandes acontecimentos do drama actual. A nossa educação romântica não nos
preparou para tais virtudes; não aprendemos filosofia na escola da energia.
O nosso trabalho deve pois consistir, antes de tudo, na regeneração pessoal,
sob o ponto de vista do Eu austero que reclama a grandeza da época. A Comuna
de Paris foi sublime na sua cegueira, como um elemento, uma força natural.
Eu cá por mim admiro-a, e mal me atrevo a discuti-la.» |
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