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Imagem panorâmica do plenário, reunido a 13 de Abril de 2007, no fundo da sala a Mesa da AME.

 

Em sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Évora, foi aprovada moção de solidariedade e apoio à Universidade de Évora

A Assembleia Municipal de Évora, em sessão extraordinária de 13 de Abril, aprovou uma moção de solidariedade e apoio à Universidade de Évora, com 24 votos a favor (21 do PS e 3 do PSD) e 10 abstenções (CDU).

Esta moção foi apresentada pelo Grupo Municipal do Partido Socialista e teve como primeiro subscritor Rui Rosado. No sentido de procurar que a moção reunisse a aprovação de todos, Florival Pinto (PSD) sugeriu uma alteração ao texto que foi também aceite.

Ana Maria Silva (CDU) fez uma declaração em que justificou o voto de abstenção, considerando, entre outros aspectos, que “a sustentabilidade da universidade não está assegurada por melhor que seja a estratégia”.

Na moção aprovada, a Assembleia Municipal manifestou “toda a solidariedade e apoio à liderança da Universidade de Évora pela estratégia delineada para responder aos desafios do presente e do futuro, visando o engrandecimento da U.E., o alargamento dos seus públicos e o reforço da sua influência e do seu papel no desenvolvimento do município, da região e do país”.

Apela também, e de forma veemente, “ao Governo para que, tendo em conta o tecido social e empresarial, particularmente desfavorável da nossa Região, quando comparado com outras regiões do país, que faculte à U.E. todos os instrumentos de gestão indispensáveis à concretização da estratégia de mudança em curso”.

Reconhecendo “o sempre difícil período de transição”, apela ainda, em particular aos Ministros das Finanças e da Ciência e Ensino Superior, para que adoptem mecanismos flexíveis de financiamento transitório adaptados ao contexto sócio-económico, onde a U.E. desenvolve a sua actividade, por forma a encurtar a fase de mudança e a garantir o pleno funcionamento do novo modelo tão rapidamente quanto possível”.

Imagem panorâmica do plenário, reunido a 13 de Abril de 2007, no fundo da sala os convidados da AME, bem como Munícipes que assistiram a sessão da AME.Comissão ministerial vem a Évora avaliar a situação

Esta sessão ficou marcada pela intervenção do Reitor da Universidade de Évora, Jorge Araújo, que falou da situação actual da Universidade, das mudanças no ensino e da transição para um novo modelo de financiamento, aspectos que vieram agravar a situação financeira desta instituição de ensino superior, mostrando o Reitor confiança e indicando a estratégia para ultrapassar tais constrangimentos.

Informou também sobre as medidas que têm vindo a ser tomadas para enfrentar a difícil situação financeira actual, sublinhando que não haverá despedimentos, até porque uma grande parte dos docentes excedentários da Universidade é doutorada e indispensável às missões que a instituição desenvolve. Por outro lado, o estatuto da carreira docente não permite despedimentos, nem a lei da mobilidade se aplica à Universidade.

“O reforço na investigação científica é a pedra basilar para a saída da crise”, considerou o Reitor, explicando que intimamente ligadas a ele encontram-se as formações em mestrado e doutoramento, as quais geram receitas significativas. Também da parte do Governo, manifestou já ter recebido um sinal positivo, que é o de ter sido criada uma Comissão do Ministério das Finanças e do Ensino Superior, que em breve virá a Évora visitar a Universidade para avaliar a situação e as medidas a tomar.

A oferta da formação ao longo da vida está também a ser reforçada, entre outras medidas, e a aposta no estabelecimento de protocolos e permutas de colaboração com diversas empresas também está em curso e com bons resultados. É neste âmbito que está a ser preparada uma candidatura a um programa comunitário destinada a instalar em Évora um inovador parque tecnológico, que permitirá desenvolver ainda mais parcerias entre empresas e a Universidade.

O Reitor respondeu a diversas questões colocadas pelos membros da Assembleia Municipal e falou mais detalhadamente do trabalho em curso e das medidas tomadas ou a tomar futuramente, entre as quais se contam, por exemplo, a reactivação do programa de articulação de uma Academia do Sul, que reúne as Universidades de Évora e do Algarve e os Politécnicos de Santarém, Setúbal, Beja e Portalegre, por forma a regular a oferta de cursos e a juntar esforços para dar credibilidade científica a muitas formações, esperando também alargar a Academia à Espanha e englobar as universidades da Extremadura e da Andaluzia.

Foto de convidados da AME, Vice-Presidente da CCDR do Alentejo (Viana Afonso), Governadora Civil (Fermenda Ramos), Deputado da Assembleia da República (João Oliveira) e Presidente da Associação de Estudantes da U.E.(Frederico Dinis).Entidades unidas na procura de soluções

A Governadora Civil de Évora, Fernanda Ramos, saudou a forma como a universidade está a reagir ao problema definindo uma estratégia e também a maneira como os professores encararam a situação “colocando-se do lado da solução e não do problema”.

Confirmou a vinda da Comissão ministerial a Évora, mostrando-se confiante na resolução das questões em causa, as quais, considerou, merecem o envolvimento de todos, sublinhando a sua disponibilidade para receber todos os contributos que queiram dar sobre esta matéria, à semelhança do que já fizeram os sindicatos e cujas propostas foram encaminhadas para o ministro do Ensino Superior.

O Presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora, Frederico Dinis, centrou a sua intervenção nas razões que, em seu entender, originaram esta crise orçamental, apontando também soluções e deixando claro que se deve olhar para a actual situação “como um desafio e não como um entrave”.

João Oliveira, Deputado do PCP por Évora, saudou esta iniciativa da Assembleia Municipal e deu algumas notas sobre o forma como o Partido Comunista vê a situação que se vive na Universidade de Évora e na generalidade das instituições de ensino superior, apontando algumas formas de resolução.

Sara Fernandes, do Sindicato de Professores da Zona Sul, referiu a forma preocupada como o sindicato aborda a situação e falou dos passos dados por este organismo na procura de soluções. Sublinhou também a importância que assume a investigação científica nesta matéria e defendeu a continuação da universidade como polo de desenvolvimento regional.

António Viana Afonso, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, manifestou também solidariedade e a disponibilidade de colaboração no âmbito das parcerias com os organismos regionais e também nas candidaturas ao próximo Quadro Comunitário do parque tecnológico, que a universidade pretende concretizar.

 

Évora, 17 de Abril de 2007

 

(Texto e Fotos de CME / DCRE)

 

 

 

 


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