Imagem panorâmica de Évora

CONTEÚDO da PÁGINA
MAPA do SITE
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Logo da AME

 

 

Sala de Imprensa da AME


 

 

Constituição da Mesa da AME, a 29 de Janeiro de 2010, ao centro o Sr. Presidente, Luís Capoulas Santos, à sua direita e à sua esquerda, em substituição da 2ª Secretária, o Sr. José Policarpo e Sra. 1ª Secretária, Helena Costa, respectivamente.

 

Assembleia Municipal de Évora debateu corte de abastecimento de água à cidade de Évora ocorrido no início de Janeiro

A Assembleia Municipal de Évora, em sessão extraordinária, debateu a ocorrência que determinou o corte de abastecimento de água à cidade de Évora no dia 5 de Janeiro de 2010, tendo, para tal, convidado o Presidente do Conselho de Administração das Águas Centro Alentejo (Artur Magalhães) e a Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo (Paula Sarmento), que esclareceram os deputados municipais sobre todas as questões por estes colocadas.

Também o Presidente da Câmara Municipal de Évora (José Ernesto d’ Oliveira) contribuiu para o esclarecimento do tema, respondendo a diversas perguntas feitas pelos membros da Assembleia, bem como Ana Marcão (Águas do Centro Alentejo) que explicou à audiência o funcionamento do subsistema do Monte Novo.

O debate iniciou-se com um conjunto de intervenções das bancadas do BE, PSD, CDU e PS, em que foram colocadas questões à CM e aos representantes das Águas Centro Alentejo e da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora, entre outros pontos, esclareceu que “nunca foi distribuída água com excesso de alumínio” e que “a água oferece todos os parâmetros de garantia”, sublinhando também que “é com toda a segurança que garanto à Assembleia Municipal que a água, com base nos dados que temos desde esse dia, até hoje, nunca mais voltou a ter parâmetros fora do normal”.

Artur Magalhães explicou todo o processo, desde que a empresa Águas do Centro Alentejo foi surpreendida com “uma situação inédita de súbita deterioração das águas” e a forma como usou todos os meios ao seu alcance para alterar os processos de tratamento e solucionar a situação, mas como não foi possível, optou pela suspensão do abastecimento de água. A água que esteve na rede esteve sempre em boas condições, antes e depois de ser cortada.

Salientou terem tirado ensinamentos desta situação, estando tranquilos pela forma como geriram a crise e asseguraram que a água distribuída cumpriu sempre os parâmetros legais.

Paula Sarmento alertou que este tipo de alterações climáticas ocorrerá cada vez mais com frequência e intensidade. Falou das lamas arrastadas para a barragem do Monte Novo e das medidas em curso para solucionar este problema, bem como do trabalho conjunto com a empresa Águas do Centro Alentejo de monitorização das águas.

Concluiu a intervenção sublinhando “a água é um bem público tal como está instituído na nossa legislação; a água superficial é pública e do Estado”.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora interveio ainda, já no final da sessão, para frisar que “nunca foi posta em causa a saúde pública” e que as medidas tomadas “foram as indicadas”. Entre as duas únicas opções, a defesa da saúde publica e causar transtorno à população, optou-se pele ultima, pese embora a consciência dos incómodos que tal causou às famílias e ás actividades económicas.

Ficou inequivocamente esclarecido que a causa que determinou a rápida elevação da concentração de alumínio foram as intensas chuvadas do final de Dezembro, que arrastaram para a albufeira as lamas provenientes das limpezas da Estação de Tratamento do Monte Novo, depositadas na sua proximidade entre 1983 e 1997.

No encerramento dos trabalhos o Presidente da Assembleia Municipal de Évora, Capoulas Santos, considerou a sessão “muito esclarecedora”, quer quanto às causas que determinaram a rápida elevação do teor de alumínio na água, quer quanto à correcção da actuação preventiva das autoridades com responsabilidade na captação, no tratamento e na distribuição de água à população. Congratulou-se ainda com o facto de, graças à nova conduta de ligação do Monte Novo ao Alqueva recentemente construída, com cerca de 30 km de extensão, ser agora possível esvaziar e limpar a albufeira mantendo o abastecimento do concelho, bastando par tal construir um ponto de captação a montante da albufeira. Évora poderá assim passar a ter dois pontos de abastecimento alternativos, utilizando a mesma estação de tratamento.

 

Évora, 29 de Janeiro de 2010

 

(Texto e Fotos de CME / DCRE)

 

 

 

 


Acessibilidade Web

Em conformidade com o nível 'AAA' das WCAG 1.0 do W3C    Valid XHTML 1.0 Transitional    CSS válido!    Símbolo de Acessibilidade à Web. [D]